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Pensar Verde

O erro das gestões em saneamento

Desde que estudamos nas aulas da graduação sobre o tema Saneamento percebemos que há algo errado em nosso País

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Desde que estudamos nas aulas da graduação sobre o tema Saneamento percebemos que há algo errado em nosso País. Quando falamos em saneamento tratamos de água, esgoto, drenagem urbana e limpeza pública urbana. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, o Brasil possui 57 milhões de residências sem acesso à rede de esgoto, 24 milhões sem água encanada e 15 milhões sem coleta de lixo. Estes números parecem inacreditáveis para um país como o nosso. Segundo este mesmo estudo 85,8% das residências brasileiras possuem água tratada advinda de rede de distribuição. Além de não termos a universalização deste serviço, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 38% desta água é desperdiçada por vazamentos, ligações irregulares ou falhas na medição.

Avançando nos dados do Pnad, 91% dos municípios brasileiros possuem coleta domiciliar de resíduos sólidos. Lembrando que este serviço deve contemplar as atividades de coleta, transporte e destinação final adequada vemos que ainda temos muito a trabalhar. Observando o estudo promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) com a consultoria Pricewaterhouse Coopers em 2018 vemos que 53% dos resíduos são descartados de maneira inadequada em lixões a céu aberto. Em um levantamento do Ministério do Meio Ambiente, em 2018 pouco mais da metade dos municípios possuem o seu Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).

Voltando ao estudo do Pnad observamos que 66% das casas brasileiras têm acesso à rede coletora de esgoto. Para onde vão os outros 34%? Diretamente para os rios. Estes corpos hídricos são o principal termômetro que temos para medir a “temperatura” da poluição. Rio sem peixe e fedido é sinal de esgoto. Com planos de drenagem desatualizados ou até inexistentes nós conseguimos então fechar o ciclo da desgraça na área de Saneamento que vivemos. Precisamos planejar. Investir em Saneamento é investir diretamente na saúde dos cidadãos.

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