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Pensar Verde

Biólogo - CRBio 66032/07, especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento, professor universitário

Educação ambiental ou social?

20 de agosto de 2019

Quando falamos em Educação Ambiental logo pensamos em frases de alerta: Não jogue o lixo no chão! Não maltrate os animais! Não polua os rios! Menos carros e mais bicicleta! Estas frases tão comuns devem nos levar a refletir se atitudes de cuidado com o nosso bairro, a nossa cidade, o nosso Estado, o nosso País e o nosso planeta não deveriam ser normais e dispensar tais avisos. Esquecemos, muitas vezes, que não existe outro planeta apto para receber vida humana e por este motivo deveríamos fazer do tema muito mais um ato de Educação Social, haja vista esta obrigação fazer parte de ação para um melhor convívio em sociedade.

Em 1975, foi elaborada uma carta ao final do encontro realizado em Belgrado, Iugoslávia, promovido pela UNESCO, conhecido como Encontro de Belgrado. A chamada “Carta de Belgrado” continua sendo um marco conceitual no tratamento das questões ambientais. Segundo este documento a meta da Educação Ambiental é "Desenvolver um cidadão consciente do ambiente total; preocupado com os problemas associados a esse ambiente, e que tenha o conhecimento, as atitudes, motivações, envolvimento e habilidades para trabalhar de forma individual às questões daí emergentes".

Compete então a nós trabalharmos para que haja uma melhoria de todas as relações ecológicas, incluindo a relação entre os seres humanos e a natureza e das pessoas entre si. Diversas conferências foram realizadas após a de Belgrado e muito ainda temos o que avançar. O tema é tão complexo que os Parâmetros Curriculares Nacionais tratam o tema como transversal e interdisciplinar. A transversalidade habita na construção de espaços de diálogo entre saberes promovendo inter-relações entre os objetos de conhecimento. Já a interdisciplinaridade busca superar a fragmentação das disciplinas, sem desconsiderar a importância de cada uma delas.

Façamos então a nossa parte na construção de um planeta mais educado ambientalmente e socialmente.

Por Raphael Rolim

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