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Ilha do Mel: recanto de histórias, lendas e encantos naturais

28 de julho de 2018

Quem quer desfrutar seus encantos tem que deixar o relógio em casa e curtir o passeio

 

A Ilha do Mel encanta a todos pelas suas belezas naturais, sendo considerada o segundo maior atrativo turístico do Paraná. Rústica e charmosa é um parque estadual de preservação ambiental e faz parte do município de Paranaguá.

“Quem quer desfrutar seus encantos, a dica é deixar o relógio em casa e concentrar-se no passeio, sem esquecer a máquina fotográfica para registrar toda a magia e beleza que a ilha proporciona”, esta é uma dica de Roberto Santana Gonçalves, morador nativo da Ilha do Mel,  que tem na fotografia o seu maior hobby. 

Roberto é funcionário público há 21 anos, atualmente lotado na unidade Flora Neves da Graça, em nova Brasília. Ele destaca que a Ilha do Mel possui algo em torno de 35 quilômetros de praias e natureza preservada, e para se chegar ao local o caminho é feito de barco, tendo duas opções: partindo de Paranaguá ou Pontal do Paraná. 

Existem vários pontos turísticos, e Roberto exalta os mais visitados. “Eu destaco os dois principais pontos turísticos: o Farol das Conchas e a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres. Subir a escadaria e contemplar a vista ao pé do Farol é algo que fica marcado na vida das pessoas. O Farol é um patrimônio que foi construído em 1.872 por ordem de Dom Pedro II. Do outro lado a Fortaleza possui armamentos históricos, canhões do século XVIII e uma paisagem belíssima”, relata. 

 

“A ilha é cercada de lendas e histórias misteriosas. Nunca vi e não quero ver, mas o pessoal sempre comentou uma história de um padre sem cabeça. Um saudoso morador na Ilha, o Joaquim, vinha todas as tardes da Fortaleza para cá jogar bola conosco, e à noite retornava, e uma destas vezes, dizia ele que estava retornando para casa, e a bicicleta pesou e quando ele olhou para trás sentiu aquele arrepio, largou a bicicleta e foi embora. Ele conta que o cara estava na porta-bagagem sentado. Tem também uma que o pessoal conta que nas noites enluaradas, sereias escondidas na grande fenda aberta no rochedo da gruta atraem os visitantes e dizem que as pessoas desapareciam para sempre. Não sei se é verdade, mas é o que contam”, relata.

Morar na Ilha do Mel é um prazer. “Você acorda e já vem para o trabalho caminhando, o que faz muito bem para a saúde. Respira-se o ar puro, não tem carro, barulho ou fumaça, e isso para mim não tem preço. Por isso sempre que estou andando pela ilha faço questão de fazer este registro e distribuir pelas redes sociais”, completa.

 

 

Fotos: Roberto Santana Gonçalves

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