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Paraná Produtivo

Paranaense Ebanx

O cofundador Wagner Ruiz disse à agência de notícias Reuters que a empresa pode eventualmente oferecer contas de poupança.

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A startup de pagamentos paranaense Ebanx, uma das mais recentes no Brasil a obter o status de "unicórnio" (jargão do mercado para classificar startups avaliadas em mais de um bilhão de dólares, após um aporte da empresa de investimentos FTV Capital), começa nesta quarta-feira a oferecer suas carteiras digitais para 10 mil consumidores numa fase de teste, expandindo seu portfólio de produtos para além dos serviços de comércio eletrônico. O cofundador Wagner Ruiz disse à agência de notícias Reuters que a empresa pode eventualmente oferecer contas de poupança e outros serviços e potencialmente expandi-los para mais países da América Latina. Além do Brasil, a Ebanx atua no México, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Equador e Bolívia.

Ferroeste no lucro

A Ferroeste fechou 2019 com lucro operacional de R$ 453 mil (expurgada as depreciações), faturamento bruto na casa dos R$ 30,5 milhões e mais de 1,1 milhão de toneladas de produtos transportados na malha ferroviária que liga Cascavel a Guarapuava. Desde o início da operação da empresa estatal, em 1996, é a primeira vez que um ano termina no azul. O volume total de cargas transportadas também foi recorde no ano passado, com 1,1 milhão de toneladas, contra 780 toneladas de 2018, crescimento de 46%. A melhor marca anterior havia sido registrada em 2016, com 826 toneladas.

Indústria paranaense

O Paraná encerrou os onze primeiros meses de 2019 com 5,4% de crescimento na produção industrial. É o maior índice do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apenas oito dos quinze locais pesquisados registraram variação positiva entre janeiro e novembro, e o balanço nacional aponta recuo de 1,1% no período. O resultado da indústria do Paraná, até novembro do ano passado, também é o maior desse recorte desde 2011. Entre 2012 e 2018 foram quatro resultados negativos – o mais expressivo deles em 2015, no auge da crise econômica, com queda de -8,3%.

Setores em destaque

O crescimento industrial paranaense em 2019 foi puxado pela fabricação de produtos de metal (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,2%), máquinas e equipamentos (12,7%), produtos alimentícios (6,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (27%). Os dois últimos segmentos tiveram o melhor resultado do País. O Paraná também lidera o ranking brasileiro na taxa anualizada da produção da indústria. Nos últimos doze meses (até novembro de 2019) o crescimento paranaense foi de 5%. Na sequência estão Goiás (3,1%), Rio Grande do Sul (2,6%), Santa Catarina (2,3%) e Amazonas (2,2%). O desempenho nacional, também nesse indicador, ficou negativa em 1,3%.

Milho safrinha

Prorrogar por 20 dias o período de semeadura do milho de segunda safra no Paraná. Este é o pleito do setor produtivo do estado, encaminhado à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. A solicitação, assinada pelo secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara e pelos presidentes da Ocepar, José Roberto Ricken, e da Faep, Ágide Meneguette, justifica o pedido pelas condições climáticas adversas que retardaram a semeadura da soja no estado. A consequência é o atraso da colheita, impedindo o plantio do milho safrinha dentro do melhor período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Para proteger os produtores rurais de perdas, que impactariam os custos das cadeias produtivas de proteínas animais, o setor requereu a prorrogação do prazo de semeadura 2019/2020.

Curitiba–Pato Branco

A ponte aérea entre Pato Branco e Curitiba e a inauguração do Aeroporto Municipal Juvenal Loureiro Cardoso completaram um ano no dia 10 de janeiro. Nesse período foram 16.161 passageiros e 126 voos entre o Sudoeste do Paraná e Curitiba. As médias de ocupação registradas pela administração municipal giraram em torno de 84%. Os voos iniciaram com frequência semanal e depois de agosto se tornaram diários. O número de passageiros aumentou de cerca de 250 por mês por trecho para mais de mil nos últimos cinco meses de 2019.

Combate a pragas

Estudantes do Colégio Sesi de Campo Mourão desenvolveram uma cápsula orgânica 100% orgânica para o combate de pragas em plantações agrícolas a partir de resíduos alimentares sólidos que seriam descartados. O projeto consiste em uma cápsula produzida com sobras e cascas de frutas e vegetais. As cascas são secas ao sol e posteriormente moídas até se transformarem em uma farinha. A proposta é inserir as cápsulas orgânicas no solo, dando a ela também a função de adubo, substituindo assim os agrotóxicos utilizados em grande escala nas áreas agrícolas. Essas cápsulas ainda não estão sendo comercializadas.

Balança comercial

O Ministério da Economia informou no início da semana que a balança comercial registrou em janeiro deste ano, até domingo último, um superávit de US$ 1,778 bilhão. De acordo com o governo, as exportações no período somaram US$ 6,351 bilhões (alta de 10,4% na comparação com janeiro de 2019). Nessa comparação, houve aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (8,5%) e básicos (23%), enquanto houve queda nas exportações de produtos manufaturados (-3,4%). As importações, ainda segundo o governo, totalizaram US$ 4,573 bilhões (queda de 12,3% na mesma comparação).

Chineses gulosos

As importações de carne suína da China dispararam em dezembro, crescendo quase quatro vezes na comparação anual, segundo cálculos da agência de notícias Reuters com dados de alfândega divulgados na última terça-feira, à medida que o país aumentou as compras antes do feriado de Ano Novo Lunar, em janeiro. As importações em dezembro foram de 375 mil toneladas, segundo cálculos da Reuters, ante 95.384 toneladas no ano anterior e 229.707 toneladas em novembro de 2019. No ano completo de 2019, as importações de carne suína saltaram 75%, para 2,108 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

Comprando tudo

Enquanto isso, importações de carne bovina, mais cara, mas também cada vez mais popular entre a crescente classe média chinesa, também tiveram expansão, com alta de 80,6% em dezembro ante mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos da Reuters. Em 2019, elas saltaram 59,7% ante 2018, para 1,66 milhão de toneladas. Para aumentar as compras, os chineses habilitaram diversos frigoríficos brasileiros no ano passado. Atualmente 102 indústrias brasileiras estão autorizadas a vender para China:16 de carne suína, e 48 de carne de frango, 37 de carne bovina e 1 de carne de asinino (jumento).

Ansa hibernada

A Petrobras vai hibernar a fábrica de fertilizantes da sua subsidiária Araucária Nitrogenados (Ansa), localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, depois de fracassadas as tentativas de venda da companhia. A Ansa vem apresentando recorrentes prejuízos desde que foi comprada, em 2013, o que demonstra a falta de sustentabilidade do negócio, justifica a Petrobras em comunicado. De janeiro a setembro de 2019, a subsidiária gerou prejuízo de quase R$ 250 milhões e a previsão é que a perda chegue a R$ 400 milhões ao fim de 2020. A fábrica permanecerá hibernada em condições que garantam total segurança operacional e ambiental, além da integridade dos equipamentos.

Na Hungria

Mais de 50 mil perus em uma fazenda húngara foram abatidos após um surto de gripe aviária (tipo H5N8) ter sido detectado. O vírus foi relatado pela primeira vez na Polônia no final de dezembro, mas se espalhou para a Eslováquia e agora para a Hungria. A Autoridade Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar do país (NEBIH) confirmou que as aves serão abatidas e haverá restrição de transporte na área, para conter o vírus. O surto foi registrado em uma grande fazenda de perus no noroeste da Hungria, perto da fronteira com a Eslováquia. O país vizinho descobriu na semana passada o mesmo tipo de vírus em 22 aves. Várias fazendas na Polônia foram afetadas pelo vírus nas últimas duas semanas.

…E na Romênia

Outro surto de gripe aviária foi confirmado pelas autoridades romenas em uma fazenda de aves no condado de Maramures. Segundo Robert Chioveanu, chefe da ANSVSA, responsável veterinário romeno, o proprietário da fazenda informou às autoridades locais que algumas de suas aves morreram desde 6 de janeiro. A população de pássaros na fazenda era de 18.000 cabeças. Em 14 de janeiro, o vírus foi confirmado e todas as aves restantes serão incineradas para impedir a propagação do vírus.

Da Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br

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