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Natal

O sentido do Natal em diferentes tradições

Conheça o simbolismo que é atribuído a diversas crenças nesta data

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O Natal é a data que para os cristãos simboliza o nascimento de Jesus. O feriado de 25 de dezembro é marcado pela religião, sendo assim nem todas as culturas celebram a data em virtude de suas crenças.

 

Muçulmanos respeitam a data

 Nabiha Youssef El Assal e Gassan Sabra Bhay são islâmicos e comemoram outras datas religiosas

Os muçulmanos seguem os ensinamentos do profeta Muhammad (Maomé). Para eles, Jesus é um dos profetas que vieram trazer a palavra de Deus ao homem. O município de Paranaguá tem aproximadamente 147 famílias muçulmanas, o que representa 600 seguidores do Islã. Eles respeitam a data, mas não a comemoram.

De acordo com o casal Nabiha Youssef El Assal e Gassan Sabra Bhay, muçulmanos residentes em Paranaguá, a comunidade islâmica possui uma relação de respeito com a data. “O Alcorão traz um capítulo dedicado a Jesus e Maria, intitulado pelo nome de Maria. Jesus para os muçulmanos é considerado um dos maiores profetas de Deus para a humanidade. Nós não comemoramos o Natal, mas temos outras datas religiosas, como, por exemplo, o Ramadã”, conta o casal.

 

Ciganos comemoram o nascimento de Jesus

 Sandra celebra a data com danças e muita festa

Sandra Choinsk é descendente de ciganos e desenvolve a cultura cigana através da dança e outros rituais que fazem parte da sua vida. Ela herdou a tradição de seus antepassados e conta que o Natal cigano é conhecido como sendo uma festa grande, que pode chegar a prolongar-se por três dias para comemorar o nascimento de Jesus.

“No Natal coloca-se a mesa no chão, sobre uma toalha branca, como manda a tradição. Para a comunidade, o Natal tem o mesmo significado que para os demais cristãos, mas com muito mais importância. Para os ciganos, esta é a época mais importante do ano, porque chega para desfazer atritos e outros males que se fizeram presentes durante o ano”, conta.

Assim como em outras tradições, a comemoração está relacionada com as posses dos diferentes grupos. No dia de Natal, as mesas ficam fartas de iguarias como cabrito assado e batata assada, carne guisada com batata cozida, galinhas cozidas, grão de bico, saladas de fruta e pudins. “As comidas são destinadas não só aos convidados, como também a todos os que quiserem aparecer. Os ciganos vão de casa em casa, de barraca em barraca e pedem bênção ao cigano mais velho”, finaliza.

 

Chile comemora a “Pascua de Resurrección”

 Jessica mantém a tradição bebendo cola de momo

Jessica Patricia Chandia é natural de Santiago, no Chile. Veio morar no Brasil em agosto de 1976, quando estava iniciando a adolescência. Mais de 40 anos se passaram, mas ela não perdeu as tradições.

“Quem visita o Chile antes do Natal estranha o fato de os presépios não terem a presença do menino Jesus. Os presépios são deixados assim mesmo, esperando o nascimento. Eu gosto de colocar o menino Jesus na manjedoura só à meia-noite quando celebramos o nascimento no dia 25”, explica.

O Natal é chamado de “Navidad” nos países que falam espanhol, porém no Chile é comum escutar também a palavra Pascua. O panetone é “pan de pascua”, o Papai Noel é o “Viejito Pascuero”, e é comum as pessoas desejarem “Feliz Pascua”. Para diferenciar também chamam de “Pascua de Resurrección”, ou, pelas crianças, de “Pascua de Conejitos”.

No Chile, cada uma das solenidades do nascimento de Cristo, do reconhecimento e adoração dos Reis Magos e da chegada do Espírito Santo sobre o Colégio Apostólico são consideradas Páscoas. Até o Papai Noel tem nome com essa referência. 

“Bebemos conejitos, ou seja, coelhinhos, bebida feita com leite, café, canela, aguardente e açúcar. Comemos peru assado com castanhas ou frango assado acompanhado de saladas como aipo com abacate, repolho com maçãs verdes. Como aqui também enfeitamos as casas e todas com presépio. E se entregam os presentes para as crianças à meia-noite”, conta.

 

O Natal Ortodoxo é comemorado no dia 7 de janeiro

 Ceia ortodoxa não possui comidas de origem animal

Maria Plahtyn Torres é católica ortodoxa e comemora a data juntamente com a família no dia 7 de janeiro. Isso porque os católicos ortodoxos seguem o calendário Juliano, instituído por Júlio César em 46 a.C. Já os católicos romanos utilizam o calendário Gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório,  em 1582, em substituição ao calendário Juliano, em que houve um adiantamento de 13 dias.

Dessa forma, os católicos do oriente, Ortodoxos, seguiram utilizando-se do calendário Juliano, no qual as datas cristãs se diferenciaram em suas comemorações. “Comemoramos o Natal no dia 7 de janeiro, celebrando na véspera, 6, o desjejum da natividade, que é rompido quando do surgimento da primeira estrela no céu. Neste dia, existe toda uma preparação e a casa deve estar extremamente limpa. Na véspera de Natal, é preparada a árvore que receberá os presentes que associamos a São Nicolau”, explica.

 Maria  mantém a tradição religiosa repassando para os filhos

A família se reúne em torno da mesa, reza e comemora a chegada do Cristo. “No nosso caso, da culinária ucraniana, não consumimos  ingredientes de origem animal. Apenas o peixe é permitido até a meia-noite, pois ainda é Quaresma. Desses pratos, o mais importante é a Kutiá, que são grãos de trigo cozidos e adoçados com mel, nozes e castanhas, acompanhados de uma compota de frutas”, ressalta.

Maria conta ainda que lembra da infância em Curitiba, pois seus avós residiam em um bairro com grande comunidade ucraniana. “Os grupos de canto das igrejas vão até as casas para festejar, cantando músicas natalinas ucranianas e festejando a chegada do Cristo”, finaliza.

 

Judeus comemoram o Chanuka

 Guilherme celebra a passagem do Natal na sinagoga em Curitiba

Guilherme Nascimento é descente de Judeus e mantém as tradições que foram ensinadas por seus avós e pais. Ele conta que nesta época do ano, eles fazem a festa das luzes. “Nós, judeus, comemoramos Chanuka, conhecida como festa das luzes, geralmente coincide com o Natal, porém não há ligação com o feriado cristão. A comemoração teve origem em 165 a.C., quando o nosso povo expulsou os gregos que dominavam Jerusalém. Mas a sinagoga local estava destruída, e a menoráh, o tradicional candelabro de oito braços, estava quase apagando. Só havia azeite para mantê-la acesa por um dia. Mas, graças a um milagre, o combustível durou por oito dias, tempo suficiente para produzir mais óleo”, explica.

“Como tradição, na véspera do primeiro dia de chanuka, nós judeus acendemos a primeira vela no chanukiá. No dia seguinte, acendemos  duas velas e assim sucessivamente até completar as oito. É costume colocar o menorah na janela para que a luz do milagre venha iluminar o mundo e a vida de todos. Durante os oito dias, celebramos com a família e amigos”, ressalta.

Guilherme conta, ainda, que existem dois pratos muito especiais, oslatkes (bolinho de batata ralada) e sufganiots (parecem sonhos), ambos são fritos em óleo como referência ao milagre que originou o Chanuka. “São 8 dias de muita alegria, para agradecer e louvar ao criador que nunca nos desampara. Desejo a todos um feliz Chanuka, Chag Chanuka Sameach! Boas festas!”, finaliza Guilherme,  que passou a infância e juventude em Paranaguá e hoje reside em Curitiba.

 

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