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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

Dia das Mães

11 de maio de 2019

Falar em Dia das Mães deve ir além da compra fútil de presentes, é verdade que todas as mulheres e mães merecem ser homenageadas com diversas manifestações de carinho que vão desde flores, presentes, poesia e, sobretudo, respeito e  amor. Nosso texto traz uma singela homenagem que pretende exaltar a figura materna e trazer uma breve reflexão sobre o tema.

Tradicionalmente, a maternidade é um assunto que sempre envolveu imposições e determinadas funções às mulheres. Na Antiguidade, as mulheres atenienses eram criadas e educadas para os afazeres domésticos e para a criação dos filhos.

A participação da mulher na sociedade ateniense era quase nula. Em Esparta, as mulheres  deviam dedicar-se a exercícios físicos para dar à luz a filhos saudáveis. Durante a Idade Média, a sociedade acreditava que o propósito de uma mulher era apenas de engravidar e ter filhos. Em todos esses períodos, cabe ressaltar que o momento do parto era algo extremamente perigoso, o que levava a uma grande mortalidade das mães e das crianças.

A História mostra que ao longo dos séculos, as mulheres tiveram que enfrentar diversas imposições, tabus, preconceitos e violência. No contexto atual, elas vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, na ciência,  e na luta por ter o direito de escolha sobre sua vida. No entanto, a luta contra as diversas formas de violência contra a mulher é uma pauta extremamente importante, pois diariamente são noticiados crimes de violência obstétrica, feminicídio, agressão, abuso... Lutadoras, também são as mães trabalhadoras, mães que sozinhas criaram seus filhos e que desempenharam também a função de pai.

Devemos refletir que no momento atual a palavra mãe remete também àquelas pessoas que cuidam e criam, assim, falar em Dia das Mães é também homenagear  as pessoas  que acolhem e, mesmo sem ter dado a vida, dão o que é preciso para viver, a saber, amor, cuidado, proteção e educação. Falar em Dia das Mães é falar de tudo isso e ainda mais, falar de emoção, de origem, de cuidado e criação. É falar de amor que nenhum dinheiro pode comprar, é falar da luta cotidiana para criar e sustentar, é enfim, falar das pessoas que todos os dias dão o seu amor e dedicação, dão um pouco de si, sem pedir nada em troca.

Priscila Onorio Figueira

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