Logotipo

A Baía de Paranaguá

02 de fevereiro de 2019

A palavra baía remete a um acidente geográfico que ocorre quando uma porção de mar ou oceano adentra a terra.

Compartilhe

O ambiente estuarino da Baía de Paranaguá sempre foi um lugar privilegiado por recursos naturais e presença de extensas florestas de mangue, restinga, rios, costões rochosos e de uma grande diversidade de fauna e flora. A palavra baía remete a um acidente geográfico que ocorre quando uma porção de mar ou oceano adentra a terra.  A ligação direta com o mar faz com que o ambiente sofra constantes variações de maré. De acordo com Eugene Odum, estuário é uma massa de água costeira semifechada que possui ligação livre com o mar aberto. Dentro dele a água marinha se mistura com a água doce oriunda das áreas terrestres, como uma foz de rio, um alagado, ou massas de água atrás das restingas. Os estuários são locais de criação para espécies importantes de mariscos, peixes e crustáceos utilizados na alimentação. Ostras e caranguejos permanecem nos estuários durante todo o seu ciclo vital e vários tipos de camarões e peixes de alto mar passam parte de seu ciclo neles.

A baía de Paranaguá integra o Complexo Estuarino Paranaguá-Cananéia-Iguape que é um dos maiores estuários do mundo em termos de produção primária de carbono. Junto com a Serra do Mar, em 1999, esta região foi tombada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, por abrigar os últimos remanescentes da Mata Atlântica (UNESCO, 2006).

No passado, antes da colonização da América Portuguesa, as sociedades indígenas se referiam à baía através da palavra Parnagua ou Pernagua que significa grande mar redondo. Na amplitude desse grande mar, às margens do Rio Taguaré foram delimitadas para a fundação da vila de Paranaguá e para construção do antigo porto. No presente, nas margens da baía está situado o Porto Dom Pedro II, um dos maiores exportadores de grãos da América Latina. Além das atividades portuárias, a preservação dos ambientes que compõem a baía é extremamente importante, pois diversas comunidades de pescadores dependem dos recursos naturais presentes no seu espaço.  Cabe ainda ressaltar, o enorme potencial turístico das Ilhas e belezas naturais existentes, o que se bem explorado pode gerar renda a população e trazer um desenvolvimento sustentável.


Colunistas