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Padre Eliel fala sobre sua trajetória e os trabalhos frente à educação

27 de maio de 2018

Parnanguara e dedicado às causas sociais, atua há seis meses à frente da direção do Colégio Leão XIII

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Natural de uma família simples oriunda da Ilha dos Valadares, Eliel de Oliveira Venâncio, de 34 anos, descobriu cedo a vocação sacerdotal. Cursou Filosofia e Teologia, foi ordenado padre no dia 28 de abril de 2012. Após ter atuado em Pontal do Paraná, assumiu a Paróquia de São João Batista. Há seis meses atua como diretor pedagógico no Colégio Diocesano Leão XIII. É sobre sua  trajetória que ele fala nesta entrevista. Confira: 

Folha do Litoral News:  Como foi sua trajetória sacerdotal? 

Padre Eliel: Minha família veio de Guaraqueçaba, assim como muitas outras, na década de 70 e 80, e passou a morar na Ilha dos Valadares. Estudei um tempo na Escola Municipal Elizabeth Almada Dias, no Colégio Estadual Faria Sobrinho e no Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga. Fiz um ano de Propedêutico (um ano de experiência, antes de cursar Filosofia e Teologia), no seminário João XXIII, fiz três anos de Filosofia e quatro de Teologia, ambos estudando em Curitiba e morando em Campina Grande do Sul. Fui ordenado diácono em 2010 e padre em 2012. Trabalhei em Pontal do Paraná, dois anos, e retornei a Paranaguá, em junho de 2013, para ser pároco da Paróquia de São João Batista. Em novembro de 2017, assumi a direção pedagógica do Colégio Diocesano Leão XIII.

Folha do Litoral News: Como está sendo a experiência como diretor do Colégio Diocesano Leão XIII?

Padre Eliel: Procuramos seguir como modelo Jesus Cristo, que é o nosso mestre em humanidade e em tudo aquilo que precisamos para sermos homens e mulheres felizes na vida. No Colégio, somos vários educadores e pensadores que, diante desse modelo, queremos promover uma educação e formação que vise a integrar o ser humano, em todas as suas dimensões. Nossa missão é promover essa educação e a minha experiência está no começo. No Colégio, que já tem uma tradição e a história de 52 anos, e com todos os que fazem parte dele, eu também aprendo e quero ser um instrumento que ajude a preparar nossos alunos para a vida no futuro.

Folha do Litoral News:  Como ocorreu a escolha do tema pela ‘Paz’ para o X Fórum do Colégio Diocesano Leão XIII? 

Padre Eliel: O Fórum faz parte do nosso colégio, é uma forma de promover a cidadania. Este evento acontece todos os anos e está em sua 10.ª edição. Ele se inspira em uma fonte, a Campanha da Fraternidade, da CNBB, da Igreja Católica. Da conferência Nacional dos Bispos do Brasil que olhando a sociedade vê um problema e procura apresentar caminhos de superação. O Fórum é um instrumento de educação da Igreja, na Diocese de Paranaguá, que quer ajudar a comunidade em geral a refletir tal problema, que neste ano é a violência. Lançamos um olhar crítico, e crendo em caminhos cheios de esperança, para juntos construirmos a paz.

Folha do Litoral News: Qual o papel do Colégio diante da construção de um futuro melhor?

Padre Eliel: A preocupação de todos é única, a de promover o ser humano, de termos um futuro melhor. Eu sempre acredito tanto na religião como na educação para promover a formação e a transformação humana e social. Elas ajudam a preparar o ser humano. Nunca deixam pronta uma pessoa, mas preparam! Todas as ações realizadas, na educação, mesmo que de confissão religiosa, acontecem para ajudar o ser humano, prepará-lo para seu futuro, seja no âmbito social ou no profissional. Como Colégio Diocesano Leão XIII, temos essa responsabilidade, preparar, com todas as equipes administrativa, pedagógica, coordenação, docentes e demais funcionários.

Folha do Litoral News: Em sua opinião, a falta de religiosidade está ligada à questão da violência na sociedade atual? 

Padre Eliel: Creio no contrário, que uma pessoa violenta é reflexo de uma vida sem verdadeira religião. E creio que todos temos fé, pois a fé é acreditar, ter algum tipo de esperança. O ser humano tem várias dimensões e uma delas é a transcendência, de querer sempre se superar, de querer algo mais. O algo mais em nós, cristãos, aponta para Cristo, em quem vemos o ser humano perfeito, em quem aprendemos a religar (viver a religião) todas as nossas dimensões. Mas cada ser humano tem um modelo e o modelo que nós encontramos é Cristo, promotor da paz e da não violência. Muitas pessoas buscam outros caminhos e pessoas de paz, elas têm fé. E a verdade é que quando não se tem uma fé, uma religião, uma referência de um ser humano do bem e de paz, busca-se qualquer coisa, e isso pode ser a promoção dos conflitos, guerras, violências e desentendimentos. Não é isso que nós acreditamos, nós acreditamos que se tenha uma referência de paz, e encontramos em Jesus essa referência, mas muita gente pode encontrar também em outras pessoas iluminadas.
 

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