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'Guapor é a principal força da APPA para o combate à criminalidade, na faixa portuária', diz Kamakawa

02 de junho de 2019

Major César Kamakawa é o chefe da Unidade de Segurança da APPA.

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César Kamakawa é um profissional oriundo das forças policiais militares, com 34 anos de serviços, já concluídos, e agora encarando um novo desafio para contribuir com a comunidade portuária e litorânea. 
Kamakawa, além da formação policial militar, em que realizou vários cursos pela instituição ou particulares, também é graduado em Educação Física, procurando sempre buscar conhecimento e aprimoramento profissional. Ele também passou por diversas funções na Polícia Militar do Paraná, já tendo atuado como comandante operacional da “Operação Verão”, subcomando do 9.º Batalhão de Polícia Militar, de 2011 a 2016, onde também respondeu pelo comando, além de atuação no GAECO de Cascavel, no extinto grupo AGUIA (Ação de Grupos Unidos de Inteligência e Ataque), voltado para o combate a assaltos a ônibus e cargas, e a Força Samurai, para combate ao narcotráfico, com atuação no interior do Estado do Paraná, especialmente a região de Fronteira.
Kamakawa recebeu diversas homenagens, como, por exemplo, a da Câmara de Vereadores de Garuva, realizada em abril de 2017, que concedeu a Moção de Aplauso pelos relevantes serviços prestados para segurança pública na área de divisa entre Paraná e Santa Catarina, Garuva e Guaratuba, salientando o combate incisivo contra o crime organizado e o tráfico de drogas, dentre outras, além de receber o Título de Cidadão Honorário de Matinhos.
Ao final do mês de fevereiro deste ano, César Kamakawa passou a chefiar a Unidade Administrativa de Segurança da APPA, e nesta entrevista fala um pouco de seu trabalho frente a este importante órgão de segurança. Confira: 

Folha do Litoral News: O senhor conhece bem o litoral do Paraná, tendo trabalhado por muitos anos em Matinhos e Paranaguá. Fale um pouco deste período e desta experiência.
Major Kamakawa:
Foi uma experiência muito gratificante a minha vinda ao 9.º Batalhão de Polícia Militar. Inicialmente pela 2.ª Companhia em Matinhos, e posteriormente ao sub-comando em Paranaguá, sendo de 2005 a 2008 e 2011 a 2015, em Matinhos, e 2015/2016 em Paranaguá, prestando serviços nas mais diversas áreas possíveis e procurando integrar também a Polícia Militar com outros órgãos de segurança pública, como a Polícia Civil e Guarda Municipal. No período que estive em Matinhos, na região das praias, havia trabalhos integrados com a Polícia Militar de Santa Catarina, sendo que importantes ações foram desenvolvidas na região, como combate ao tráfico de drogas sempre muito pontual, porque é por onde se conseguia manter um controle das ações criminosas que ocorriam na região.  

Folha do Litoral News: Como o senhor vê este novo desafio à frente da Unidade de Segurança da APPA?
Major Kamakawa:
Uma ação de muita responsabilidade e, claro, proporcional ao que representa a APPA no município, Estado e País. Naturalmente essa responsabilidade é de acordo com essa magnitude da Administração dos Portos do Paraná e não poderia ser diferente. Esses novos desafios se traduzem basicamente na reestruturação da própria Guarda Portuária, que é a principal força que nós temos no porto no combate à criminalidade, seja nas ruas, ou nas dependências internas do porto, guardadas as proporções perante a Polícia Federal e Receita Federal.

Folha do Litoral News: Como é formada a Unidade de Segurança da APPA?
Major Kamakawa:
A unidade de segurança basicamente se traduz na Guarda Portuária. A unidade de segurança é um segmento dentro da APPA voltado exclusivamente à segurança portuária, que por sua vez vem subdividida em vários níveis, como, por exemplo, núcleo ambiental, núcleo de combate a incêndio, núcleo de prevenção de acidentes e o patrulhamento propriamente dito, que é realizado atualmente pelas viaturas da Guarda Portuária, controlando o acesso de pessoas, a entrada e circulação de veículos e também mercadorias. Nós estamos afetos e diretamente ligados às normas do ISPS Code, e também muito próximos da Receita Federal, por se tratar de área alfandegada e todos esses trabalhos referentes à segurança portuária são normas ditadas pela Receita Federal, ISPS CODE e a legislação vigente do CONPORTOS. Então, atuamos na área do Porto Organizado, que compreende a Faixa Primária e Áreas Alfandegadas. Atualmente contamos com um quadro de 104 guardas e agentes portuários.

Folha do Litoral News: Quais são as principais prioridades que o senhor destaca? 
Major Kamakawa:
A manutenção da ordem pública, para que as operações portuárias transcorram da melhor forma possível, garantir a segurança tanto dos operadores quanto das operações portuárias, pois essa é a principal função da Guarda Portuária. 

Folha do Litoral News: Como o senhor vem atuando na questão das “vazadas”. Também é uma prioridade a ser combatida? 
Major Kamakawa:
Os crimes de “vazadas” em Paranaguá estavam tomando dimensões de muita preocupação. Então foi conseguido que todas as instituições de segurança se reunissem e trazidas nesse mesmo contexto as empresas portuárias. Porque em algum momento das ações policiais e isso já de experiência pelo 9.º Batalhão, a gente esbarrava em algumas questões de encaminhamentos, de autuações, etc. e com essa “nova roupagem”, vamos assim dizer, entre as instituições de segurança e as empresas portuárias, os números indicam que o objetivo foi plenamente atingido, sem que as Polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal, Guarda Municipal e Guarda Portuária deixasse de atuar dentro de cada esfera de atribuição e todo o mérito deve ser direcionado a essas instituições e à presidência da APPA, que vem apoiando maciçamente essas ações.

Folha do Litoral News: Quais as expectativas para sua área em 2019?
Major Kamakawa:
A manutenção desses números criminais que afetam diretamente o porto e procurar expandir algumas questões e ações sociais que beneficiem os moradores em Paranaguá, que não fique restrito a ações com instruções de segurança e operações portuárias. Procuramos levar isso à presidência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, e algumas ações dessas já estão em desenvolvimento e em planejamento, por iniciativa da própria da Presidência da APPA, para que a comunidade de Paranaguá e do litoral sejam as principais beneficiadas. Agradeço a oportunidade e estamos à disposição sempre.


 

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