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Formação pessoal e educacional andam juntas no Colégio Diocesano Leão XIII

04 de dezembro de 2018

Ensino voltado para o desenvolvimento intelectual e humano é a grande prioridade do colégio com mais de 50 anos de história

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Hoje com cerca de 830 alunos, o Colégio Diocesano Leão XIII tem cultivado valores ao longo de sua história para contribuir com o desenvolvimento pessoal e educacional dos estudantes que passam pelos bancos escolares da instituição de ensino. A trajetória de trabalho da equipe pedagógica se mistura com a história de vida deles e dos próprios alunos, que não esquecem os momentos passados no espaço e as amizades que perduram por anos.

A coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II, Rosiane Russi da Costa, chegou à escola como auxiliar e, com o afastamento de uma professora, assumiu uma turma. Entre outros cargos que ocupou, Rosiane completou 21 anos de dedicação ao colégio. Sua história profissional se confunde com a sua história de vida.

“Meus três filhos estudaram aqui (Carlos Alberto, João Pedro e Maria Fernanda). Um cursa Engenharia, outro está no 2.º ano do Ensino Médio e a minha filha está no 9.º ano. São duas famílias em uma. O ensino no colégio vai além das notas dos alunos, percebo enquanto mãe e coordenadora, que não estamos fechados somente para a parte pedagógica, estamos preparando um ser humano”, frisou Rosiane.

A coordenadora pedagógica, Varseli Corrêa Farias, começou como professora e hoje lida diretamente com adolescentes, o que, ao contrário do que muitos podem pensar, ela acredita ser mais fácil.

“O adolescente quer ser ouvido, quer sentar, olhar olho no olho e escutar o que ele tem a dizer. Podemos argumentar com eles, não podemos chegar e impor algo, temos que mostrar o que é certo e fazer com que ele faça uma reflexão. Caso contrário, o adolescente é difícil e rebelde. Precisamos ter essa proximidade, se colocar no lugar do outro e saber ouvi-los”, disse Varseli.

O coordenador de Marketing e Comunicação, André Paulo Souza, já estudou no Colégio Leão XIII e hoje é um profissional da escola. No Ensino Médio já era muito próximo da escola, fazia parte do grêmio e planejava eventos juntos.

“Fui estudar, fiquei cinco anos longe, me formei em Design Digital e, em uma visita ao colégio com a intenção de dar aula, surgiu a oportunidade de voltar como funcionário na área administrativa. Assim, construí junto com eles a parte de comunicação. Me sinto completamente em casa, nossas reuniões não têm discussão. É difícil até ver o colégio como uma empresa, pois só pensamos no amor e no carinho ao próximo”, relatou André.

Diego, Giovana, Lara e Gustavo estão no Ensino Médio e relataram como a escola tem contribuído para a escolha do curso de graduação

DIFERENCIAL DO COLÉGIO

Para a coordenadora Rosiane, o diferencial do colégio está na preparação dos alunos para a vida. “O aluno convive com a direção, com os amigos, com a coordenação e diretamente com o professor. Priorizamos o respeito ao próximo, ensinados a lidar com as diferenças de pensamentos e tentar fazer com que eles sigam as normas do Leão XIII, pautadas nos valores”, afirmou.
André complementa afirmando que a parte pedagógica faz diferença no processo de formação dos alunos e a preocupação de colaborar com a construção de seres humanos. 

O professor de Geografia e assessor pedagógico, César Tagliari, está há 25 anos no colégio, período em que conheceu muitos alunos e construiu várias amizades.

“Sempre tivemos uma equipe que viveu em harmonia, acho que esse é o nosso grande diferencial. Quem passa pelas salas pode ver a alegria dos professores, a convivência com os alunos nos corredores. A gente entende que o professor hoje não é o mesmo da minha época, quando a gente tinha medo até de cumprimentar o professor. Hoje já não é mais assim, é uma relação diferente, de amizade”, destacou César.

Uma prova disso é o baixo índice de brigas e desentendimentos entre os alunos e entre aluno e professor. “Não temos quase nada de conflitos. Não me lembro de nenhum caso em que tenha visto estresse de professor brigando com alunos em sala. Estou fechando o ano letivo agora e não precisei tirar um aluno de sala. Conseguimos administrar os pequenos conflitos que aparecem”, completou César.

RESPEITO E EMPATIA

Os problemas envolvendo bullying também são resolvidos no colégio com base em conversas com os profissionais disponíveis e também com a família dos alunos. “Quando localizamos, entramos em contato com os pais, conversamos com os alunos e fazemos o acompanhamento para ver se a situação ficou resolvida. Ficamos atentos o tempo todo, pois a situação vira bullying quando se repete. Temos uma psicóloga que atua muito nessa parte para orientá-los”, frisou a coordenadora pedagógica Varseli.
Para incentivar ainda mais o respeito e também a empatia, o colégio realiza ações sociais, com a arrecadação de alimentos e visitas aos asilos da cidade; e ambientais, auxiliando na conservação ao meio ambiente. Neste ano, por exemplo, 85 cestas de alimentos e itens pessoais serão doados aos dois asilos de Paranaguá.

EDUCAÇÃO SOB O OLHAR DOS ALUNOS

O esforço de contribuir com a formação humana e educacional é claramente percebido pelos alunos. Algumas estudantes do Ensino Fundamental contaram o que faz da escola um ambiente agradável, mesmo reconhecendo que há cobranças com relação a resultados e notas e que elas são necessárias para o seu desenvolvimento.
Muitos, que hoje já são adolescentes, estão desde muito novos no colégio e todos concordam no que diz respeito ao convívio com os professores. Isabela França Farah Coelho (6.º ano), que está há 10 anos na escola, contou que o que mais gosta é o ensino adotado e os professores.

“O que me atrai mais é ver como os professores ensinam, de forma mais dinâmica e isso faz com que a gente absorva mais o conteúdo. Fica muito mais fácil para aprender”, contou Isabela.

Já para Ana Laura Fanhani Delmonico (8.º ano), a fase é de descobertas, pois este é seu primeiro ano no Leão XIII.

“Na minha antiga escola havia um bom ensino, mas não era tão puxado como aqui, eles pegam mais no pé e isso é bom. O método que eles utilizam para ensinar é diferente. Antes eu percebia muita ‘panelinha’, mas aqui todo mundo é amigo e todo mundo se ajuda”, relatou Ana Laura.

Gabrielle Guimbala Gebran (7.º ano) acredita que o bom resultado obtido nas provas se deve ao empenho dos professores.

“Estou há oito anos no colégio e vejo que as avaliações são bem complexas, mas como os professores ensinam muito bem, a gente vai bem nas provas. Aqui todo mundo é amigo um do outro. Quanto mais a gente ajuda o outro, mais a gente faz bem para a nossa vida, a gente se ajuda também”, revelou Gabrielle.

“A gente vê que a escola valoriza pequenas ações, como quando um aluno devolveu o dinheiro que encontrou na escola”, observou Emanuelle do Nascimento Moscardi (8.º ano).

Os conhecimentos, de acordo com Maria Fernanda Russi Marques (9.º ano), obtidos há 12 anos no colégio, serão levados para a vida.

“Vou levar os valores, a honestidade. Nessas visitas que a gente faz ao asilo, aprendemos a ajudar quem realmente precisa de carinho, de atenção, a gente pensa que é alguém da nossa família, um avô ou avó e eles ficam muitos felizes, o sorrido deles vale muito”, ressaltou Maria Fernanda.

ENSINO MÉDIO

Mais próximos do momento de deixar o colégio, os alunos do Ensino Médio já decidiram pela carreira que desejam seguir. Um grupo de estudantes formado pelos alunos Lara Barros de Souza (2.º ano), Giovana Grubba Hartin (1.º ano), Diego Chedid Scremin (1.º ano) e Gustavo Bernardi Santava (3.º ano), contaram sobre a vivência da escola.

“Percebemos a união dos professores e a participação da equipe pedagógica que está sempre próxima da gente”, concordou o grupo.

Giovana pretende cursar Engenharia Espacial e descobriu no colégio sua aptidão para atuar na área.

“Quando fizemos a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia) surgiu a ideia de fazer esse curso, por isso a escola contribuiu muito”, disse. Lara pretende cursar Psicologia e Diego Jornalismo.

Gustavo vai deixar o Leão XIII neste ano, quando conclui o Ensino Médio. A nova fase inclui o início no curso de Engenharia Civil, sendo que já passou no vestibular na Universidade Positivo e na 1.ª fase da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O fechamento deste ciclo, para ele, tem pontos positivos e negativos.

“É uma nova etapa que está chegando, um novo desafio, mas vou ficar com muitas saudades de todo mundo, muitos amigos eu cultivo há anos e não vou vê-los mais todos os dias. A escola deixou muitas coisas boas para mim, tenho um contato muito bom com todos aqui. Tenho amizade com os professores e consigo extrair muitos conhecimentos deles, não só pedagógico, mas para a vida”, concluiu Gustavo.
 

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