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Educação com Ciência

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Paraná e Pedagogia pelo Instituto Superior do Litoral do Paraná. Experiência no exercício da docência da Educação Básica, em funções de Coordenação e Direção escolar. Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e mestre pela Universidade Federal do Paraná. No doutorado atua em pesquisas voltadas à Neurociência da aprendizagem, na linha de Cognição, Aprendizagem e Desenvolvimento Humano...

Aprendendo como o cérebro aprende

20 de agosto de 2019

Aprender é um processo complexo que nos permite crescer em escalas cognitivas e nos diferenciar evolutivamente através de padrões comportamentais. Aprender permite adaptação no meio em que se vive e também modulação do ambiente e dos comportamentos, conforme forem favoráveis.

Aprender demanda engajamento, demanda mudança comportamental, se assim não acontecer, estamos apenas acumulando informações e experiências que de nada servirão para nos fazer crescer como indivíduos e participantes de um meio coletivo. No entanto, não sejamos ingênuos em acreditar que é fácil aprender. Toda aprendizagem demanda gasto de energia, causa modificações estruturais no cérebro e, portanto, não é um ato simplista.

Aprender é um processo que recebe interferentes múltiplos, como atenção, percepção, processamento, raciocínio, planificação, execução, treinamento, além dos aspectos afetivo-emocionais.

As experiências e as interações que realizamos ao longo da vida são um dos maiores responsáveis por nossas aprendizagens. São elas que resultam em nosso contínuo aperfeiçoamento.

Contudo, há saberes necessários e ações conscientes que podem nos auxiliar na hora da aprendizagem:

O cérebro humano é modulado pela repetição de estímulos. Não é puro tecnicismo, ou seja, fazer por fazer, mas sim, repetir de forma consciente, ajeitando os erros e aperfeiçoando a ação.

  1. A imaginação auxilia na busca de novas experiências e, consequentemente, em novas aprendizagens. Pensar com criatividade aumenta as habilidades humanas.
  2. O cérebro não pode realizar muitas atividades ao mesmo tempo. Não alterne tarefas com frequência. O cérebro é mais eficiente quando faz uma coisa de cada vez.
  3. Concentração é uma habilidade aprendida e que, portanto, deve ser praticada. Inicialmente, concentre-se por alguns minutos, sem distrações com celulares ou outros. Siga progressivamente até que a concentração se converta em um ato decisório e contínuo.
  4. O estresse constante pode reduzir o número de conexões neurais. Portanto, diminua o ritmo, se preciso for. Atividades físicas e meditação são alternativas de redução ao estresse.

É preciso criar conexões entre a potencialidade biológica do ser humano, onde o aprender é natural, e as possibilidades que o meio externo oferece, para assim, alcançar a sua melhor versão. 

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