Segurança

Crescem os números de casos de estelionato amoroso e “sextorsão” em Paranaguá

Outro golpe muito comum em Paranaguá, é o golpe da “novinha" que atinge principalmente homens entre 40 e 60 anos.

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Esses crimes têm deixado vítimas em diversas faixas etárias, com prejuízos emocionais e financeiros (Foto: ilustrativa)

Os golpes virtuais e presenciais envolvendo falsas relações afetivas têm se tornado cada vez mais frequentes em Paranaguá e em todo o Brasil. Conhecidos popularmente como “estelionato amoroso”, esses crimes têm deixado vítimas em diversas faixas etárias, com prejuízos emocionais e financeiros.

Em entrevista, o delegado Emmanuel Brandão, responsável pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) em Paranaguá, explicou como essas práticas vêm sendo aplicadas e destacou a importância da prevenção e da denúncia.

O que é o estelionato amoroso?

Segundo o delegado, trata-se de uma modalidade de fraude prevista no Código Penal (CP), enquadrada como violação sexual mediante fraude, com pena de dois a seis anos de prisão.

“É um crime que acontece tanto de forma presencial quanto virtual. O autor, homem ou mulher, utiliza artifícios de manipulação para conquistar a confiança da vítima e simular um relacionamento, visando obter alguma vantagem econômica”, explicou Brandão.

O delegado detalhou que existem diferentes formas de atuação dos criminosos. Segundo o delegado Emmanuel Brandão, o estelionato amoroso tradicional geralmente é aplicado contra mulheres maduras, mais solitárias. 

“O autor simula um relacionamento, pede dinheiro para supostas despesas, como passagens ou presentes retidos na alfândega, e pode levar a vítima a perder até a economia de toda uma vida”, explica.

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“Em todos os casos, o criminoso sempre vai exigir mais valores. O ideal é procurar imediatamente a delegacia”, disse o delegado Emmanuel Brandão (Foto: Folha do Litoral News)

Sextorsão

Outro crime que vem crescendo muito em nossa região, é de sextorsão, no caso, o criminoso conquista a confiança da vítima, solicita fotos ou vídeos íntimos e depois passa a exigir dinheiro sob ameaça de divulgar o conteúdo. “É um caminho sem volta. A vítima paga acreditando que vai se livrar da ameaça, mas o criminoso nunca para de exigir mais”, alertou Brandão.

Golpe da “novinha”

Outro golpe muito comum em Paranaguá, é o golpe da “novinha” que atinge principalmente homens entre 40 e 60 anos. “Um criminoso se passa por uma jovem, envia fotos íntimas e, em seguida, outro golpista se apresenta como pai, delegado ou até integrante de facção criminosa, alegando que a suposta menina é menor de idade. A vítima é então chantageada e coagida a fazer pagamentos para evitar acusações de pedofilia”, explicou o delegado. 

De acordo com o delegado, as plataformas digitais variam de acordo com a idade e perfil da vítima. “No Facebook os criminosos usam mais para abordar homens maduros e pessoas mais humildes. Já o Instagram e TikTok servem para atingir os jovens. O WhatsApp e o Telegram são usados em diversos tipos de golpes e faixa etárias”, detalha.

Valores envolvidos

No Nucria, ainda não foram registrados casos de prejuízos altos envolvendo estelionato amoroso. Entretanto, na Central de Flagrantes de Paranaguá já houve registros de vítimas que chegaram a transferir até R$2 mil antes de procurar a delegacia. “Mesmo valores baixos já mostram a gravidade do problema, porque em muitos casos, em outras cidades, as pessoas chegam a perder somas muito maiores”, disse o delegado.

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O crime trata-se de uma modalidade de fraude prevista no Código Penal, enquadrada como violação sexual mediante fraude (Foto: Folha do Litoral News)

Como agir em caso de golpe?

O delegado orienta que a primeira medida é não realizar nenhum pagamento, e sim procurar imediatamente a delegacia. “Em todos os casos, o criminoso sempre vai exigir mais valores. O ideal é procurar imediatamente a delegacia, registrar o boletim de ocorrência e preservar todas as provas, sem apagar conversas, contatos ou fotos”, reforçou.

Emmanuel Brandão faz um apelo à população para que desconfie de contatos virtuais desconhecidos e evite compartilhar imagens íntimas. “A internet é um mundo sem fim, onde nunca sabemos quem está do outro lado da tela. A melhor prevenção é estabelecer relações apenas com pessoas conhecidas ou indicadas por pessoas de confiança”, concluiu.


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Maickon Chemure

Formado em Matemática pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (FAFIPAR) em 2018. Desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2024 como Repórter Policial, além de produções audiovisual. Atua há 16 anos na área de reportagem. Exerce as suas atividades na Folha do Litoral News como coprodutor (PJ).

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