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Paranaguá 372 anos

O berço do Paraná é a terra da Padroeira do Estado​

Em 1686, devotos atribuíram à santa a cura de uma peste local

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Além de ser a Cidade-Mãe do Paraná, Paranaguá é a terra da Padroeira do Estado, Nossa Senhora do Rocio. O reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, Padre Dirson Gonçalves, ressalta a importância de Paranaguá na religiosidade paranaense e nacional, abrigando a Festa Estadual de Nossa Senhora do Rocio, que é a segunda maior festividade religiosa do Sul do Brasil. Além disso, o padre relata a fé inabalável do povo parnanguara na Mãe do Rocio, algo que vem desde 1648, quando a imagem da santa foi encontrada, até os dias de hoje, quando Paranaguá completa seus 372 anos, sendo uma das devoções mais antigas do Brasil.

“A história de Nossa Senhora do Rocio se mistura com a história de Paranaguá, do Paraná e do Brasil”, afirma o reitor do Santuário, padre Dirson Gonçalves. Foto: Divulgação Santuário do Rocio

“É um orgulho e uma alegria para a cidade de Paranaguá ter aqui o Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio. Primeiro porque o Estado tem 399 cidades e o maior símbolo religioso, o templo mais importante para todo o Estado está aqui. Depois, porque é o único santuário dedicado a Nossa Senhora do Rocio, no Brasil inteiro. Duplamente Paranaguá se coloca como uma cidade privilegiada.”, explica o reitor do Santuário. “O povo parnanguara deve se alegrar por isso e devemos cuidar com muito zelo desse lugar sagrado”, complementa.
“Esta é uma das devoções mais antigas do Brasil, a qual já tem 372 anos. É mais antiga, inclusive, que a devoção a Nossa Senhora Aparecida, que foi encontrada em 1717, em São Paulo. Nesses quase 400 anos, muitas graças, milagres e bênçãos já aconteceram a partir dessa imagem milagrosa”, relata.

A imagem da Padroeira do Paraná percorreu ruas e hospitais de Curitiba e São José dos Pinhais no início da pandemia de Covid-19
Foto: Divulgação Santuário do Rocio

Pandemia e cura da peste em 1686

Segundo o padre Dirson, a fé em Nossa Senhora do Rocio segue ainda mais firme pelo parnanguara em tempos de pandemia do novo Coronavírus. “Durante esse tempo, diversas foram as expressões de fé do povo em Nossa Senhora do Rocio. As pessoas têm na memória o registro da cura de uma peste em 1686. Isso é algo muito forte na memória das pessoas e esse fato vai sendo passado de geração em geração”, relata.

Missa virtual

“Com o impedimento das missas presenciais, os Missionários Redentoristas investiram na transmissão pela Internet, pelo Facebook. Em nenhum dia nesses quatro meses, o Santuário ficou sem celebrar e transmitir as santas missas e novenas. Hoje muitas pessoas assistem e participam da missa em diversos Estados do Brasil e até em outros países, como Japão, Espanha, EUA, Paraguai e Argentina”, afirma o reitor.