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Ciência e Saúde

Médico explica as diferentes formas de manifestação das doenças respiratórias

Dr. Jhonatan Aredes é pediatra e clínico geral e explica sobre o aumento de casos

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O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças tem apresentado aumento significativo em diversos estados brasileiros desde o mês de março deste ano.

Para tirar as dúvidas sobre o tema conversamos com o médico clínico geral e pediatra, Dr. Jhonatan Wilian de Sá Aredes. “Nessa época do ano, com oscilações da umidade do ar e da temperatura do ambiente, é muito comum o aumento das ocorrências nos prontos atendimentos de pacientes com queixas respiratórias, ainda mais agora em que tivemos a terrível experiência com o Covid-19. No entanto, é interessante destacar as diferentes formas de manifestação das doenças respiratórias, como a Síndrome Gripal (SG) e a Síndrome Respiratória Aguda (SRA). A Síndrome gripal é caracterizada quando o paciente apresenta pelo menos dois destes sintomas: febre repentina, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e ausência e/ou dificuldade em perceber cheiro/sabor. É mais branda e tende a ser resolvido com medicamentos sintomáticos. Quando esses sintomas passam a se associar à dispneia (falta de ar), desconforto respiratório, baixa oxigenação no sangue, tem-se o quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explica o médico.

A síndrome gripal é uma infecção que pode ser causada por diferentes vírus, como o da Influenza, do SARS-CoV-2, adenovírus, rinovírus e que atinge o sistema respiratório.

“É importante diferenciar que a gripe não necessariamente será causada somente pelo vírus Influenza, pois outros vírus também podem causar a síndrome gripal.
Quando esses sintomas passam a se associar à dispneia (falta de ar), desconforto respiratório, baixa oxigenação no sangue, tem-se o quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesse caso, há necessidade de internação do paciente. Assim como a gripe pode ser causada por diferentes vírus, as Síndromes Respiratórias Agudas também podem, que são os pacientes que evoluem com gravidade devido a um quadro respiratório”, enfatiza dr. Jhonatan.

Sintomas

Febre repentina, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza e ausência e/ou dificuldade em perceber cheiro/sabor, quando falamos apenas de uma Síndrome Gripal.
Quando esses sintomas passam a se associar à dispneia (falta de ar), desconforto respiratório, baixa oxigenação no sangue, tem-se o quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave.

“Aos primeiros sintomas gripais, recomenda-se o uso de medicamentos que aliviem os sintomas, como analgésicos, antitérmicos, soro nasal e etc. Evitar os prontos atendimentos no início dos sintomas ajuda no controle do alto fluxo de pessoas nestes ambientes portando sintomas virais, deixando para buscar atendimento se as primeiras medidas não forem eficazes. Caso os sintomas evoluam para dificuldade de respirar ou falta de ar, buscar imediatamente atendimento eu uma unidade de saúde”, alerta o médico que questionado se a prevenção deve continuar nos mesmos moldes que estavam sendo realizadas na pandemia da Covid-19, comenta que são muito parecidos com os que já utilizamos durante a pandemia da Covid-19. “Além de a vacinação contra a influenza para os grupos prioritários (que protege contra H1N1, mas ainda não é eficaz contra a variante H3N2), alguns cuidados devem ser levados em consideração por toda a população, como uso de máscara, higienização das mãos e das superfícies e isolamento social. Muito parecido com o que já estamos acostumados”, recomenda o médico.