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30 de novembro de 2019

Turismo religioso como vetor do desenvolvimento

Não importa a religião, seja ela qual for, é inevitável a força que a fé tem de atrair e unir pessoas de diversas regiões para um lugar sagrado. Algumas cidades brasileiras têm no turismo religioso a fonte dos seus negócios locais e transformaram sua realidade.

Nos últimos dez anos, a cidade de Trindade, em Goiás, teve sua economia transformada e seu crescimento impulsionado com a disseminação da fé no Divino Pai Eterno, devoção amplamente divulgada pelo padre Robson de Oliveira, durante as novenas transmitidas pela televisão em todo o Brasil.

Hoje, o destino é considerado o segundo ponto turístico religioso mais procurado no Brasil. Durante a festa, que ocorre em junho, os 120 mil habitantes de Trindade se transformam em 2,5 milhões de peregrinos, auxiliando no desenvolvimento local, gerando empregos e movimentando o comércio.

Paranaguá tem tantas condições quanto Trindade de se tornar uma das referências em turismo religioso. Pelo que se pode observar, o Santuário de Nossa Senhora do Rocio tomou um novo fôlego.

Durante a última Festa Estadual em louvor a Nossa Senhora do Rocio, Paranaguá recebeu mais de 200 mil fiéis. Embora seja um número bastante expressivo, a expectativa para o próximo ano é ainda maior, já que em 2020 se comemora o centenário do Santuário, uma data emblemática que deve ser festejada com ainda mais vigor.

É importante destacar que a inserção de Paranaguá na rota do turismo religioso nacional não se limita ao bairro do Rocio. É preciso ter a mentalidade de que o local sagrado está voltado a toda a cidade e pode trazer muitos benefícios para a economia. O segmento é um dos que mais crescem em todo mundo e, no Brasil, o setor é responsável por gerar cerca de R$ 15 bilhões anualmente, segundo dados do Ministério do Turismo.

Hotéis, restaurantes, pontos turísticos e históricos e o comércio em geral só têm a ganhar com a ascensão do nome de Paranaguá. Pois quem passar pela cidade também deve levar a lembrança de receptividade, gentileza e, claro, da experiência de fé.

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