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Editorial

Qual o valor de uma vida?

Afinal, quanto vale a vida humana? Esta é uma pergunta que ecoa em uma sociedade falida e que se definha a cada dia.

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Tem-se, nos dias atuais, uma banalização da violência. Isso porque a instituição do ódio e da agressividade em sociedade como ação corriqueira, normal e aceitável faz com que a vida humana seja desvalorizada. Resolver situações no “olho por olho, dente por dente”, em uma espécie de “onda” de justiçamento com as próprias mãos, tem se tornado regra para muitas pessoas nos “novos tempos”. Responder a um insulto com agressão física, uma discussão na bala, no tiro, na facada é o que se noticia, infelizmente, com frequência, atualmente, na imprensa.

A “sede” pelo sangue e pela morte e a banalização da violência ultrapassam todos os lados. Está em quem quer vingança, em quem resolve tudo na criminalidade e em quem escancara uma morte sem piedade, com o alto do sensacionalismo travestido de jornalismo policial, mesmo que não seja feito por um jornalista, mas por qualquer cidadão, o qual munido de uma câmera e ou um celular em mãos acha que possui tal função.

Este tem sido um grave problema cultural do brasileiro, o qual não se comove com a morte do outro e também não repudia a violência, mas a critica apenas quando esta vítima com crueldade alguém da sua família, um amigo ou conhecido.

É assim que a vida humana tem sido desvalorizada e há quem diga que esta possui um preço.

Afinal, quanto vale a vida humana? Esta é uma pergunta que ecoa em uma sociedade falida e que se definha a cada dia. Assim, entra a decadência social. Pois o primeiro questionamento a ser feito deveria ser o porquê de tanta criminalidade, de tantas mortes violentas, homicídios, feminicídios e até mesmo suicídios. A vida humana pede socorro desde a sua alma. Gritar pela vida e valorizá-la é ser contra a violência enraizada em discursos, em ações, em pensamentos.

Os números são claros quando se fala em crime. Segundo o Atlas da Violência, o Brasil tem 30 vezes mais homicídios que a Europa. As estatísticas são preocupantes e tendem a crescer com o fortalecimento das organizações criminosas e pelo empobrecimento do Estado.

Ou seja, a violência faz parte de um ciclo de um País que possui uma série de problemas sociais e que esbarra na pobreza, na fome, na associação criminosa e nas falhas de crise de Estado, que nada mais é que a responsabilidade por inibir e solucionar a criminalidade e a violência.

Portanto, se não houver um esforço contínuo e mútuo, não haverá mudanças. A violência deve ser banida das pequenas ações de cada cidadão. Como reflexão fica a frase do papa João Paulo II, o qual dizia: “a violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano”. Ou seja, a essência da vida e a violência em nada combinam.

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