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Editorial

Muito além dos transtornos pós-traumáticos: as tragédias coletivas ensinam

De tudo, as perdas irreparáveis dessas pessoas mostraram, sobretudo, que é preciso não se calar.

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O ano de 2019, aquele em que há exatos 48 dias, a população esperava com festa, flores, roupas brancas, e, sobretudo, com a esperança de dias melhores, começou com um saldo devedor no quesito paz e tranquilidade.

Isso porque as tragédias registradas no início do ano, com o rompimento da Barragem em Brumadinho, a morte de dez jovens atletas após incêndio no Flamengo e a morte do jornalista Ricardo Boechat, na queda de um helicóptero, deixaram a população brasileira em luto coletivo.

Todas essas situações trágicas, as quais passaram a afetar o dia a dia e o emocional de toda uma sociedade, contribuíram para um estresse pós-traumático como consequência da dificuldade em se recuperar após um acontecimento atemorizante. É o que explicam profissionais da psicologia, como noticiado hoje, nesta edição.

Porém, apesar de toda dor e luto, é preciso transformá-los em aprendizado, e neste caso, as situações que afligiram o Brasil têm muito mais a mostrar que uma despedida irrecuperável. 

Brumadinho mostra que a negligência e irregularidade ambiental assassinaram 166 pessoas. No Centro de Treinamento do Flamengo, a falta de alvará e de licença para funcionar, além da omissão em fiscalização, mataram dez garotos em um incêndio.

Quanto ao Boechat, a empresa do helicóptero que o transportava não tinha permissão para serviço de táxi aéreo. Enfim, o que se aprende com tudo isso? Os erros humanos de caráter e ética têm sido cada vez mais determinantes para desastres de coletivo social. 

De tudo, as perdas irreparáveis dessas pessoas mostraram, sobretudo, que é preciso não se calar. O próprio Boechat, dias antes de morrer, lamentou as tragédias que chocaram o País e cobrou punição aos responsáveis. Que o exemplo de críticas inteligentes deste comunicador reflita em uma sociedade ainda acostumada a “baixar a guarda” e aceitar com facilidade aquilo que propõe o grande sistema. 

Que o pensamento “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, da cantora Elis Regina, ecoe como mudança para os novos tempos. Que o conformismo jamais seja mais pujante que a vontade de lutar por mudanças. E elas devem exigir respostas para essas tragédias.

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