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13 de agosto de 2019

Intolerância: o mal social do século

Intolerância. Uma palavra que assim como seu significado (repulsa, falta de aceitação ou compreensão), tem gerado consequências irreversíveis ao sistema social. O processo vem desde a intolerância religiosa, social, racial, por gênero, política, misoginia, até a intolerância que sai das redes sociais e resulta em crimes contra a vida.

A intolerância está em uma briga de trânsito, discussão na padaria e até mesmo em uma briga banal em um parque de diversões, como aconteceu no último sábado, em Paranaguá, e terminou com o assassinato de um jovem na Praça dos Leões. Essa inaceitação, a falta de paciência e bom senso, o desafio de se colocar “acima” do outro, de resolver as situações na briga, na discussão, na “bala” ou na “faca” têm gerado uma falha moral na sociedade.

Prova disso é que entre 27 países pesquisados, o Brasil é o sétimo em ranking de intolerância mundial. Em primeiro lugar, aparece a Sérvia. Argentina, Chile e Peru vêm na sequência. O Brasil está empatado com os Estados Unidos, Polônia e Espanha.

Ou seja, o País está polarizado na violência, a qual já vem desde a época da colonização, quando havia uma herança intolerante e de superioridade entre colonizadores e indígenas.

Com isso, arrastou-se esta cultura arcaica marcada pela violência. Comprovadamente formado por uma sociedade intolerante, o Brasil registra a cada 23 minutos o assassinato de um jovem negro; nas redes sociais, governantes lideram uma onda de preconceitos contra nordestinos e negros; nas rodas de conversas, a pobreza possui vínculo com discriminação e racismo.

Para enfrentar esta dura realidade, a saída é o bom senso e a convivência pacífica entre as pessoas. Colocar-se no lugar do outro faz enxergar além daquilo que se está acostumado a pré-julgar. Desenvolver a tolerância.

Evitar a violência. Esta é a única regra para evitar um cenário de guerra e convulsões sociais.

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