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Editorial

Cultura do ódio e os transtornos coletivos na infância

Os porquês da tragédia em Suzano estão atrelados a essa geração triste, que passa horas no celular e cresce sob grande influência da cultura de ódio e violência.

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Desde a tragédia que tirou a vida de dez pessoas, na Escola Raul Brasil, em Suzano (SP), na última semana, grande parte da população, em meio ao luto coletivo, se questiona sobre as motivações para o crime. Isso porque atentados de autoria de adolescentes e jovens contra crianças não são comuns no Brasil, e apesar disso, não podem ser tratados como casos isolados.

Indícios como o do ocorrido geralmente são demonstrados e refletidos em algum momento no comportamento das crianças e adolescentes, mas geralmente passam despercebidos na sociedade. Eles nem sempre são efetivados por meio de crimes, mas os prenúncios comportamentais estão nítidos desde a depressão infantil, o desestímulo pela escola, até mesmo em irritações constantes, pensamentos negativistas e, principalmente, nas dificuldades em relações interpessoais. São sinais, segundo psicólogos, que precisam acender o sinal vermelhos para os pais.

As reações das crianças da chamada geração Alpha, aquelas que nasceram após o ano de 2010, têm como grande influência os estímulos gerados pela tecnologia dos aparelhos celulares, dos tablets, dos televisores, computadores, entre outros. E isso, comprovado psicologicamente, causa mais danos do que faz bem à formação de crianças e jovensl, se não forem utilizados com moderação.

Os porquês da tragédia em Suzano estão atrelados a essa geração triste, que passa horas no celular e cresce sob grande influência da cultura de ódio e violência. E neste caso, o bullying, aquele sofrido pelo atirador de Suzano, nada mais é que o ódio aflorado no dia a dia dos bancos escolares e trazidos das salas de casa. E o ódio reflete em ódio, que pode ser desenvolvido através de diferentes reações.

É preciso, antes de mais nada, entender que o papel dos pais é de fundamental importância na formação dos filhos e de cidadãos que formam o País.

Vive-se um momento de grande intolerância. O ser humano já não respeita mais o outro pelo que ele é, seja quem ele for. A intolerância religiosa, partidária, social, de gênero, de cor, entre outras, se faz cada vez mais presente nos lares brasileiros e é passada com constância de pai para filho.

É fundamental que mães, pais e responsáveis olhem as crianças como seres em formação que precisam não apenas de sustento, mas de atenção, carinho, cuidados e direcionamento. Instituir em casa a cultura da paz é fazer deste, um mundo melhor. Fica o alerta.

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