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Editorial

Carnaval, festa popular e a economia brasileira

Não é preciso gostar de Carnaval para compreender sua importância e representatividade perante a economia brasileira.

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Não é preciso gostar de Carnaval para compreender sua importância e representatividade perante a economia brasileira. Em seis dias de festividade nos principais destinos turísticos do País (Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais), o turismo chegou a injetar R$ 5,4 bilhões na economia.

Ou seja, apesar de todo o recesso em várias repartições públicas e privadas espalhadas pelo País, as festas de Carnaval são as que mais impulsionam a economia de hotéis, restaurantes, bares, ambulantes, transporte, entre outros setores do ramo de comércio.

E, sem dúvidas, esse dinheiro investido em um desses setores retorna à economia local de cada cidade, gerando emprego e renda. Isto é, aquele dinheiro que um folião investiu na compra de um adereço carnavalesco de um ambulante, na rua, por exemplo, poderá ser investido por este trabalhador em uma banca de jornal, nas compras do mês em um supermercado, na panificadora da esquina, na contratação de um serviço privado, etc.

Portanto, esse dinheiro circula e faz aumentar o poder de compra da população. Ganham todos, já que o dinheiro não vem intitulado como “oriundo do Carnaval”, “originário do folião”, ou quaisquer outros rótulos. O dinheiro é renda, é necessário e chegará ao trabalhador independente de sua crença cultural ou religiosa.

Apesar de toda polêmica que, anualmente, é instaurada sobre o Carnaval de rua, é importante entender que o País sai ganhando com a festa popular no quesito economia e trabalho.

Ontem, o Ministério do Turismo apontou a crescente participação do turismo no PIB nacional. Nesta linha, o mercado de viagens já é responsável por mais de 8% da economia no Brasil e gera emprego para cerca de 7 milhões de trabalhadores.

Em um País que busca turismo como forma de aquecer a economia dos seus municípios, é preciso que haja mais investimento na área e não um retrocesso apoiado em discursos motivados e rotulados por ideologias.

Os dados são soberanos e mostram que, segundo um levantamento do Trading Economics, fornecido pelo Banco Central do Brasil, entre 2016 e 2018, o período referente ao Carnaval apresenta uma considerável inclinação positiva, demonstrando uma forte recuperação de um outro período  –  esse sim bem pouco produtivo, o mês de dezembro. Portanto, como já dizia Jorge Amado, o Brasil, de fato, é o País do Carnaval.

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