conecte-se conosco

Economia

Sindilojas Paranaguá está cauteloso com vendas no final de ano

“Nossa expectativa para o final de ano é meio retraída, não temos aquela expectativa grande, mas sabemos que está melhorando”, afirma o presidente do Sindilojas Paranaguá, Said Khaled Omar

Publicado

em

Expectativa é da abertura de 100 mil vagas de trabalho no Brasil, alta que também ocorrerá em Paranaguá

A proximidade do Natal e Ano-Novo faz com que aumente a possibilidade de movimentação de clientes no comércio de Paranaguá e no litoral do Paraná. Apesar disso, de acordo com o Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Paranaguá (Sindilojas Paranaguá), a expectativa para o final de ano é retraída e cautelosa, porém este período é essencial para faturamento dos lojistas de Paranaguá, bem como para abertura de vagas de trabalho no comércio local.

“A nossa expectativa para o final de ano é meio retraída, não temos aquela expectativa grande, mas sabemos que está melhorando. Acreditamos que possa melhorar ainda mais, mas não é um Natal dos sonhos que queríamos ter, mas vai melhorar bastante”, afirma o presidente do Sindilojas Paranaguá, Said Khaled Omar. 

Segundo Said Omar, deverá ser contratada uma grande quantia de pessoas no fim de ano no comércio local para atendimento aos clientes. “Depois do Natal, daqueles que foram contratados, alguns ainda têm a chance de dar continuidade ao serviço nas vendas de volta às aulas em janeiro e fevereiro”, destaca o presidente.

100 MIL VAGAS DE TRABALHO NO BRASIL

Setores de varejo e serviços no País deverão abrir 100 mil vagas de emprego no fim de ano, algo projetado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). “Faltando três meses para as comemorações de fim de ano, os setores varejista e de serviços já vêm se preparando para um dos melhores períodos, aquecendo o setor com a contratação de novos profissionais”, destaca.

“Estima-se que aproximadamente 103 mil vagas serão abertas até dezembro, um aumento de 43,8 mil postos de trabalho em relação ao previsto ano passado”, explica a assessoria. Segundo o SPC Brasil, o cenário é mais otimista, visto que o “levantamento aponta um leve recuo de 72% para 69% no percentual de empresários que não têm a intenção de fazer contratações nesse fim de ano, sejam temporários, informais, efetivos ou terceirizados”, complementa. 

Dentre os empresários que já contrataram ou que irão contratar neste fim de ano, 52% empregarão temporários, 49% abrirão vagas informais e 45% formais

“Por outro lado, houve um aumento de 17% para 23% o percentual dos que contrataram ou devem contratar ao menos um novo colaborador. A principal justificativa para os reforços do quadro de funcionários é atender ao aumento da demanda neste período do ano, com 88% das menções”, explica.

“O número apresentou crescimento e pode sinalizar que o mercado de trabalho começa a reagir de forma mais efetiva diante da lenta melhora na atividade econômica. Embora o movimento ainda esteja longe de ser suficiente para fazer frente ao elevado número de desempregados no País, já há indícios de um restabelecimento da confiança do empresário”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

EMPREGOS TEMPORÁRIOS

Segundo a entidade, dentre os empresários que já contrataram ou que irão contratar neste fim de ano, 52% empregarão temporários, 49% abrirão vagas informais e 45% formais, ou seja, com carteira assinada. “Há ainda 28% de casos em que a contratação será terceirizada. Dentre os que recorrerão à mão de obra informal, a maioria (54%) justifica se tratar de uma contratação específica para o período de Natal, sendo inviável a carteira assinada. Em contrapartida, 29% acreditam que dessa forma reduzirão custos, uma vez que, em tempos de crise, as pessoas estão mais dispostas a fazer bicos. Outros 12% terão menos despesas com a folha de pagamento”, complementa a assessoria. 

Com relação aos postos temporários, a média de contratação deve ser entre um e dois profissionais. “Quatro em cada dez (41%) devem permanecer por três meses, enquanto 23% ficarão por dois meses e 12% apenas um mês. A boa notícia é que a maior parte dos empresários (40%) têm a intenção de efetivar os temporários, sendo 29% um único colaborador e 11% dois ou mais colaboradores”, afirma a SPC Brasil. 

“O cenário é promissor, o que permitirá a muitos brasileiros que estão fora do mercado de trabalho encontrar oportunidades. Para aqueles que se dedicarem com afinco, mostrarem proatividade e levarem a sério o trabalho temporário, pode ser a porta de entrada para permanecer na empresa”, destaca a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

*Com informações da assessoria do SPC Brasil.

Continuar lendo
Publicidade

Em alta