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MPPR denuncia seis pessoas por tentativa de homicídio qualificado em “Tribunal do Crime”

30 de abril de 2019

Participaram da Operação Adsumus III policiais civis da 1.ª SDP e do COPE

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 6.ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, litoral do Estado, apresentou, no dia 26 de abril, denúncia criminal contra seis pessoas por tentativa de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa do ofendido). A vítima foi “julgada” e “condenada” à morte pelos denunciados – só não morreu porque foi socorrida a tempo e hospitalizada.

Consta na denúncia que, em 17 de março, os seis denunciados, após terem ‘julgado’ e ‘condenado’ a vítima à morte por causa da suposta prática de um crime de furto, atribuíram a um deles a ‘execução da sentença de morte’ e que este, então, usando uma arma de fogo, não apreendida, efetuou disparos contra o referido ofendido, causando-lhe lesões corporais. A vítima teria sido surpreendida com os tiros.

Dos seis denunciados, cinco se encontram presos no Setor de Carceragem Temporária da 1.ª Subdivisão de Polícia de Paranaguá. Um está foragido. O caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. As penas do crime de homicídio qualificado são de 12 a 30 anos de reclusão.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Paraná
 

RELEMBRE O CASO

PCPR prende sete pessoas envolvidas no 'Tribunal do Crime' em Paranaguá

Na quinta-feira, 11 de abril, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), através de agentes da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá (1.ª SDP), com o apoio de equipes do COPE – Centro de Operações Policiais Especiais, deflagrou a Operação "Adsumus III", cumprindo 18 mandados judiciais contra integrantes do conhecido “Tribunal do Crime” – o qual consiste em uma organização criminosa que julga e penaliza aqueles que transgridem as normas do grupo, normalmente com a morte. 

A ação teve como foco os bairros Porto Seguro, Vila dos Comerciários e Vila São Jorge.

Segundo a PCPR, sete pessoas foram presas na ação, entre elas quatro homens e duas mulheres, que faziam parte do chamado "Conselho de Disciplina" da organização, responsável pelo julgamento. A execução das penas impostas aos transgressores era feita com requintes de crueldade e extrema violência, inclusive com asfixia e esquartejamento das vítimas.

A PCPR deflagrou as fases I e II da operação Adsumus no final do ano de 2018. A ações resultaram na prisão de 11 integrantes da mesma organização criminosa, que atuavam no bairro Porto dos Padres. O grupo era conhecido pela violência exacerbada com que praticavam os crimes.

DELEGADO DESTACA IMPORTÂNCIA DA OPERAÇÃO

O delegado-adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão da Polícia Civil de Paranaguá, Nilson Diniz, que comandou as investigações, ressaltou a importância da operação, já que os indivíduos presos são de alta periculosidade. "É uma operação de extrema importância em razão do alto nível de periculosidade das pessoas investigadas. São integrantes de organização criminosa, se intitulam disciplinas, integram um conselho de disciplina para julgar, sentenciar e até mesmo realizar a execução destas vítimas", destaca, ressaltando que os presos são pessoas incompatíveis com o convívio social.

As sete pessoas presas estão envolvidas em duas tentativas de homicídios registradas nos meses de fevereiro e março. "Possibilitar a identificação destas pessoas, de oito alvos, e com base nestes elementos pedimos a prisão preventiva deles e com a expedição dos decretos prisionais, de onde foi realizada a terceira fase da Operação Adsumus. Até agora, dos oito mandados de prisão, sete foram cumpridos. Isto gera um índice de satisfação e produtividade de quase 85% da nossa operação", completa Diniz.

A ação foi focada nos bairros Porto Seguro, Vila dos Comerciários e Vila São Jorge. "São células criminosas atuantes nestes locais pertencentes à mesma organização, só que em regiões diferentes e com crimes cometidos com o mesmo 'modus operandi'.

TRABALHO CONTRA TRIBUNAL DO CRIME PROSSEGUE

A Operação Adsumus é uma ação contínua da PCPR que seguirá investigando a ação criminosa em Paranaguá, entre elas o “Tribunal do Crime”. "Existem outras regiões que estão sendo investigadas e outros integrantes de facções. Esta é a terceira fase da operação e realizaremos outras. Com relação às vazadas, a 1.ª SDP já tem um foco neste tipo de delito, já realizamos a prisão de dois receptadores e já estamos investigando outros indivíduos", comenta o delegado.

Nilson Diniz pede para que a população colabore na identificação de depósitos de carga de vazadas em Paranaguá pelo telefone (41) 3420-3600 ou pelo Serviço de Denúncia Anônima pelo telefone 197. "As informações têm que chegar e estão chegando. Foi com estas informações que a PCPR apreendeu 10 toneladas de fertilizante e grãos roubados na semana passada. Continuamos contando com a colaboração da população parnanguara", finaliza.

ADSUMUS

"A operação foi batizada como “Adsumus”, pois esta é uma palavra com origem no latim, que significa "estamos presentes". O termo vem do verbo adsum que quer dizer estar presente, estar aqui ou estamos juntos. É usado com a intenção de marcar presença e atenção constante, bem como demonstrar prontidão e confirmar que se está atento aos acontecimentos", explica a assessoria da Polícia Civil.

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