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Direito & Justiça

Justiça nega pedido de soltura para motorista que causou morte de criança e padrasto

Renan Putrique trafegava na contramão da rua Manoel Corrêa e causou acidente fatal que tirou vida de Lavínia Balduíno, quatro anos, e de seu padrasto, Edivan de Lima

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Renan Putrique estaria fugindo de outro veículo com o qual colidiu no Mercado Municipal, quando causou o segundo acidente que matou duas pessoas

Um acidente trágico aconteceu em Paranaguá no domingo, 24, na Rua Manoel Corrêa, no bairro Palmital, gerando comoção em toda a sociedade local. Um veículo, que estava na contramão de direção e que era dirigido por Renan Putrique Sales Domingos, de 24 anos, colidiu com uma motocicleta, ocasionando a morte de uma criança de quatro anos, Lavínia Mayara Espinoza Balduino, e de seu padrasto, o motociclista Edivan José de Lima, de 49 anos. A mãe da criança, Everlin Espinoza Moraes, que também estava na moto, sobreviveu à colisão, foi operada e segue internada no Hospital Regional do Litoral (HRL). A motocicleta estava no sentido correto da via quando foi atingida.

Renan Putrique foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) após o acidente, sendo conduzido à Cadeia Pública de Paranaguá, sob os cuidados do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), onde está preso por ter causado o acidente que ocasionou a morte de duas pessoas, bem como por estar dirigindo alcoolizado, com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e com drogas para consumo pessoal no interior do veículo, de acordo com a autoridade policial.
O delegado-adjunto e operacional da 1.ª Subdivisão da Polícia Civil de Paranaguá (1.ª SDP), Nilson Diniz, comentou o caso, que irá assumir após relatório final da Operação Verão 2018/2019, explicando que a Justiça negou a soltura de Renan e que o mesmo estava fugindo de outro veículo, quando colidiu gravemente com a motocicleta.

“A partir do momento que foi comunicada a prisão em flagrante, o juiz de Direito da Comarca realizou uma análise e entendeu que seria imprescindível a manutenção da restrição de liberdade do Renan em virtude da gravidade da conduta por ele praticada. Em razão disso, ele não expediu o alvará de soltura e determinou a manutenção do cárcere do Renan Putrique”, afirma Nilson Diniz.

COLISÃO E PERSEGUIÇÃO NAS RUAS

Segundo o delegado, Renan não se manifestou à autoridade policial sobre o acidente, resguardando seu direito ao silêncio neste primeiro momento, sendo que ele deverá prestar depoimento somente pela autoridade judiciária na fase processual. “Só que, por meio de elementos que a 1.ª SDP apurou, de fato ele estava sendo perseguido. Ele teria colidido com outro veículo nas proximidades do Mercado Municipal, este veículo teria perseguido ele, que no intuito de frustrar esta captura dele por outro indivíduo, ele ingressou na contramão da via e acabou causando a morte de duas pessoas e causou lesões corporais em uma terceira pessoa”, detalha Diniz. 

De acordo com Nilson Diniz, o condutor do veículo que estava perseguindo Putrique após acidente no Mercado Municipal também pode responder criminalmente pelo acidente. “Eles podem eventualmente responder como causadores do evento morte destas duas pessoas. Só você retirar a conduta deles e imaginar se este evento teria ocorrido. Por isso, é muito cedo ainda para dizer, o inquérito ainda se encontra na fase inicial, esta segunda pessoa que participou da perseguição também se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Paranaguá. Ela foi ouvida, ela afirmou também que estava seguindo o Renan. Então, são alguns elementos que serão somados aos laudos periciais e relatório da equipe de investigação”, ressalta o delegado. 

Delegado Nilson Diniz afirma que autoridade policial investiga se Renan responderá por homicídio culposo qualificado, com pena de cinco a oito anos, ou homicídio doloso, com pena de seis a 20 anos

INVESTIGAÇÃO

De acordo com ele, todas as informações serão inclusas na investigação, que ao final irá fazer com que a autoridade policial que conduz o procedimento entender se houve homicídio culposo qualificado, com pena de cinco a oito anos, ou até mesmo homicídio doloso, cuja pena varia de seis a 20 anos. “É importante mensurar se o Renan, no momento em que conduzia o veículo, ele não se importava, ele realizou a previsão deste resultado morte como possível, afinal ele se encontrava na contramão da via e tolerou a produção deste resultado. Se isto ficar comprovado, que ele não se importava com o resultado mais grave, aí será imputado o homicídio doloso”, afirma Diniz. 

ANTECEDENTES CRIMINAIS DE RENAN

O delegado Nilson Diniz afirmou que assumirá a presidência da investigação a partir do momento em que o delegado da Operação Verão, que foi responsável pela prisão de Renan Putrique, encerre as atividades. “Vai ser encaminhado à 1.ª SDP a partir do seu relatório final para eventuais realizações de diligências que se tornarem imprescindíveis”, explica. Segundo ele, não foi ainda apurado se Renan Putrique era reincidente em acidente de atropelamento, ou seja, se já teria ocasionado outra ocorrência de trânsito, bem como se ele possui antecedentes criminais. 

“Eventualmente, se existirem registros criminais do Renan, isto já foi auferido pelo juiz, no momento em que ele decidiu que a prisão do Renan era imprescindível”, explana. Diniz afirma que se caso existirem, os antecedentes criminais já foram analisados pelo delegado da Operação Verão e pelo Juiz de Direito que negou o alvará de soltura do condutor preso. 

Renan segue preso na Cadeia Pública de Paranaguá, sob os cuidados do Depen 

ALERTA PARA O CARNAVAL

Nilson Diniz fez questão de alertar quanto ao perigo de beber e dirigir, tipo de crime que cresce no período de Carnaval que se aproxima. “Tivemos uma mostra no final de semana de pessoas extremamente embriagadas conduzindo seus veículos automotores, não foi o único caso. Infelizmente recebemos outros casos de embriaguez ao volante na 1.ª SDP. Isto deixa um alerta aos órgãos policiais, principalmente aos que será incumbido da fiscalização de trânsito, mas também às pessoas que vão conduzir seus veículos”, completa.

“O efeito não foi só nessa família na qual houve a morte de duas pessoas, mas também na vida deste condutor que causou este evento grave. Ele se encontra encarcerado junto a presos por homicídio, tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio, isto vai gerar uma marca muito grande na vida desta pessoa. Vamos ter responsabilidade. Se você sabe que vai dirigir, pense no resultado que você pode causar com sua capacidade de condução prejudicada. Eventualmente, escolha um amigo para conduzir o carro, mas não faça o consumo de bebida alcóolica e dirija”, finaliza Diniz. 
 

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