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Assistência Social esclarece como é realizado o atendimento a mulheres e crianças vítimas de violência

30 de abril de 2019

Mensalmente, o Creas atende, em média, seis mulheres e 20 crianças e adolescentes

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No ano passado, o Tribunal de Justiça do Paraná revelou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o Estado possuía 58.200 casos pendentes de violência doméstica, 39% a mais que no ano de 2017. O aumento no número de ocorrências exige das autoridades o fortalecimento da rede de proteção para o enfrentamento ao problema.

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Paranaguá, o atendimento a mulheres e crianças vítimas de violência é realizado por uma rede de proteção que, entre outros, é formada pelos órgãos do Sistema de Justiça, Ministério Público, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Assistência Social.

No âmbito da Política Municipal de Assistência Social, essas pessoas recebem atendimento e acompanhamento psicossocial pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) que também as encaminha para os serviços da rede de proteção que se fizerem necessários.

“No CREAS, essas pessoas são submetidas a atendimentos sistemáticos e planejados voltados ao fortalecimento e reconstrução de vínculos familiares e sociais fragilizados ou rompidos, além da ruptura da violação de direitos e/ou ciclo de violência”, disseo secretário municipal de Assistência Social, Darci Borba.

O secretário ressaltou que não cabe ao Creas a realização de atendimento clínico e, caso se verifique essa necessidade durante os atendimentos, a pessoa é encaminhada à Unidade Básica de Saúde para avaliação e posterior encaminhamento ao ambulatório de psiquiatria do município.

MÉDIA DE ATENDIMENTOS

Mensalmente, o Creas atende, em média, seis mulheres e suas famílias. Além de 20 crianças e adolescentes e suas famílias. Os principais motivos que resultam nestes atendimentos são abuso sexual, negligência e abandono.

Questionada sobre a necessidade de instauração de políticas públicas que contribuam com a mudança no cenário da violência contra mulheres e crianças na cidade, a secretaria destacou que os profissionais têm participado ativamente junto ao Núcleo Municipal Intersetorial de Prevenção à Violência, Promoção da Saúde e Cultura da Paz.

“Considerando que as políticas públicas voltadas à mulher resultam da integração dos diversos atores da Rede de Atendimento, no que diz respeito especificamente à Política Municipal de Assistência Social, estamos estudando a possibilidade de implantação de novos serviços e benefícios, sempre tomando o devido cuidado em priorizarmos a busca da melhoria contínua dos serviços já existentes”, declarou o secretário municipal.

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