Jovem parnanguara é premiado pela UNICEF

13 de março de 2020

Thomas Henrique Alexandre é natural de Paranaguá, mas foi criado em Faro, Portugal. Atualmente está com 17 anos e vem se destacando na Europa em criatividade nos trabalhos gráficos.

Em 2019, o jovem venceu um concurso de cartaz para o Aniversário da Convenção Sobre os Direitos da Criança do UNICEF. O evento foi comemorativo pelos 30 anos da organização. Thomas concorreu com inúmeros  participantes e conquistou o primeiro lugar, chamando a atenção de outras instituições, como, por exemplo, a Guarda Nacional Republicana.

O prêmio teve repercussão, projetando o trabalho do jovem. Na sequência, ele foi contratado para fazer serviços de Design Gráfico para várias empresas e, em janeiro deste ano, foi selecionado pela GNR – Guarda Nacional Republicana (equivalente à Polícia Militar no Brasil) para prestar serviço de Design Gráfico ao Estado. Com o devido reconhecimento do Comandante do Comando Territorial de Faro, o Coronel Pedro Emílio da Silva Oliveira.

Thomas Henrique irá concluir o Ensino Médio no mês de julho e já está com o pensamento voltado para a próxima etapa na vida escolar. “Em setembro, irá estudar na Inglaterra. Entre várias universidades, a candidatura dele foi aprovada na Universidade de Falmouth, que é a sexta melhor para design gráfico do Reino Unido, mas ontem ele recebeu um e-mail com a aprovação da segunda melhor Universidade no ranking, a Nottingham Trent University, e está super feliz”, conta o pai, Marcio Alexandre.

Cartaz feito pelo Thomas selecionado para divulgar 30º aniversário da adoção da Convenção Sobre os Direitos da Criança no Fórum Algarve

A criatividade de Thomas Henrique é herdada do pai, Marcio Alexandre, que é artesão e escritor. Reside em Portugal desde 2007, iniciando em Londres seus estudos literários e já publicou seu primeiro livro “Guardião das Conchas”, que foi lançado em inglês. Marcio é o único escritor de língua portuguesa membro da European Ornithology Union.

Marcio vem a Paranaguá esporadicamente a cada dois anos, matar a cidade da terra natal e rever a família, que mora na Ilha dos Valadares. “Paranaguá sempre foi uma grande escola de arte e música. Tive grandes mestres e tempos memoráveis. Tenho que voltar sempre para carregar as baterias, vendo a gente da minha terra, a beleza e a vibração única da mata atlântica, o cheiro do mangue, reviver e recontar aos meus filhos os contos de visagem, as lendas e o nosso sotaque. Já podemos voltar orgulhosos, realizados e antes de tudo com as energias renovadas”, finaliza Marcio.

O pai Marcio Alexandre está em Paranaguá e trouxe a noticia sobre o filho

 Thomas com o avô, Dirceu Odorico, em recente visita à Paranaguá

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