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Cultuando

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Diogo Alves é artista plástico e colunista da área de cultura.

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Expo Memórias Conceituais

03 de agosto de 2018

Arte Pensante

“Realmente... a cultura precisa de um terreno fértil para se desenvolver. Cabe aos que nela atuam, fertiliza-la.” DRA

Expo Memórias Conceituais

Permanece até o dia 12 de agosto na Casa da Cultura Monsenhor Celso em Paranaguá, a exposição “Memórias Conceituais” com obras de conceituados artistas parnanguaras. Quem tiver a oportunidade de visita-la vai poder apreciar excelentes reproduções de paisagens turísticas do município, passeando pelo linguagem conceitual contemporânea que conversa com a tradicional técnica da cerâmica artesanal.

Imperdível!

Expressionismo

Cores intensas. Deformação consciente. Angústias. Expressão das emoções mais profundas que marcaram as pessoas no início do século XX. Eis alguns termos que podem caracterizar o primeiro movimento artístico que a História localiza no começo do século XX, no ocidente. O Expressionismo. Estamos em 1904, inovações técnicas e científicas, progresso industrial e conturbações políticas, entre outras mudanças velozes na organização da sociedade marcam o cenário dessa transição, e isso para não falarmos da Primeira Guerra Mundial, que estava para acontecer. Mas o que isso tudo tem a ver com arte? Tudo. A arte questiona e responde ao seu próprio tempo, ainda que seu tema seja atemporal, ainda que diga respeito a um problema da humanidade como um todo, no momento em que é criada. Ela é produzida para dialogar com o seu tempo, seu espaço, e os interlocutores dessas dimensões.

Portanto, foi nesse espaço, geográfico e temporal, que um grupo chamado Die Brücke (A Ponte) se organizou em Dresden, na Alemanha, e lançou as bases daquele que seria o primeiro movimento estético do século XX. Até então, os artistas vinham produzindo obras onde o que mais se destacava eram as sensações de luz e cor – o que se convencionou chamar impressionismo. Eles não estavam preocupados com os dramas humanos ou os problemas da sociedade. Já no expressionismo, o foco era, fazendo jus ao nome, expressar as emoções humanas mais profundas, as angústias, dores e sentimentos desse “novo homem” que nascia junto com o novo século. Uma das obras que mais está ligada ao movimento certamente é O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944). Na obra de Munch, podemos ver a essência do Expressionismo, há uma figura humana (muito disforme, mas é), com linhas sinuosas e tudo na imagem se contorce. Citaliarestauro