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“TUDO AO MESMO TEMPO”

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Ao mesmo tempo em que vimos Curitiba registrar, nesta quarta-feira, 576 novos casos e 33 óbitos por Covid-19, sendo 31 ocorreram nas últimas 48 horas (o maior número de óbitos nesta semana), assistimos a falta de planejamento agravar ainda mais o caos da pandemia. O planejamento para liberação de atividades específicas de acordo com os grupos vacinados, a exemplo da terceira idade, através da comprovação de vacinação, poderiam contribuir para a promoção da saúde através de práticas simples e ordenadas. 

Ao mesmo tempo testemunhamos a tragédia pandêmica onde o ministério da saúde admite que divulgou o número de vacinas já contratadas no dobro do que efetivamente foi contratado, usando MUITO dinheiro público para “divulgar” a mentira. Quase que na tentativa de se repetir uma mentira por muitas e muitas vezes para que ela vire verdade. Pena que não virou. Das 560 milhões de doses anunciadas pelo ministério, apenas 280 milhões de doses foram verdadeiramente adquiridas. E, mesmo que se “espere”, segundo o próprio ministério, mais 210 milhões de doses até o fim do ano, não há contrato assinado que garanta toda essa produção.

Ao mesmo tempo, assistimos, além da morte física, a morte de milhares de empresas, sobretudo no comércio e setor de serviços e a níveis recordes na taxa de desemprego, com mais de 30 milhões de brasileiros desalentados, sem vaga no mercado de trabalho formal e informal, o que estaria superado se houvesse vacinação em massa da população.

Ao mesmo tempo em que milhares de vidas se perdem todos os dias por falta de insumos, de leitos, de equipes, e principalmente de vacinas, assistimos perplexos o anúncio de arrecadação recorde dos dois maiores bancos privados do Brasil. Este crescimento imoral, foi construído enquanto se desvia a atenção da população para coisas supérfluas, sob as benesses concedidas pelo Banco Central que reduziu em mais de R$ 700 bilhões os recolhimentos compulsórios dos bancos sobre depósitos à vista e a prazo, sem que isso atendesse o setor produtivo, que continua sem capital de giro.

Enquanto isso, ao mesmo tempo em que o Presidente faz insinuações à China, da qual somos dependentes para o fornecimento dos insumos para a produção de novas doses de vacina, assistimos o desenrolar da CPI da COVID19, onde os ex Ministros Mandetta e Teich, declararem que insistiram, sem sucesso, para que o Governo Brasileiro investisse na compra de vacinas, e que que reconhecem que milhares de vidas poderiam ter sido poupadas, se vacinas a tempo. 

Ao mesmo tempo, continuamos assistindo a morte de médicos, professores, alunos, artistas, pais, irmãos, amigos. VIDAS. Vidas que poderiam ter sido poupadas, se tivessem recebido a vacina, ao mesmo tempo em que assistimos o desabastecimento de segundas doses em diversos municípios brasileiros, o que coloca em cheque a eficácia das primeiras doses aplicadas. 

Tudo isso junto, ao mesmo tempo, em que assistimos o Brasil, sem se preparar, caminhando para a terceira onda de contaminação da covid-19, que segundo especialistas, será a maior de todas elas. Que Deus tenha misericórdia da nossa Nação e da nossa gente.

Paulo Henrique de Oliveira é mestrando em administração pública, pós-graduado em direito administrativo, com MBA em gestão pública, extensões em ciências políticas, direito eleitoral e ciências sociais, e graduações nas áreas de administração de empresas, gestão de negócios, ciências políticas, e direito. É o Executivo do Podemos no Estado do Paraná, ex-Secretário de Saúde de Paranaguá, e atual Secretário de Saúde de Matinhos.

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