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EducAção

Por Professor Anderson Oliveira

Educação matemática em pauta

16 de agosto de 2019

Partir do conhecimento do outro para promover uma educação mais crítica e que lhe proporcione o direito à cidadania, deve ser uma preocupação constante do educador.

A Educação como um todo, e em especial a Educação Matemática não pode simplesmente transmitir apenas teorias e conceitos já estabelecidos e acabados para que o aluno(a) memorize e reproduza quando solicitado. Tem-se que abrir os olhos e deve proporcionar instrumentos e mecanismos, para entender e aprimorar a vida numa concepção de condição humana.

Vale ressaltar que a Etnomatemática é uma opção educativa recente, e pouco valorizada, e até mesmo por nós, que somos profissionais da educação, tratando-se de vias de expansão, pois atualmente e basicamente foi assumida por professores/pesquisadores, muito mais como objeto de pesquisa do que uma efetiva prática docente em sala de aula.

A Etnomatemática é, entre as diversas tendências atuais em Educação Matemática, a que mais se aproxima das aspirações daqueles que almejam: a formação de alunos reflexivos, a articulação entre os diversos saberes multiculturais (cotidianos e científicos) e a contribuição da matemática para a conquista da cidadania e da paz entre as pessoas e as nações.

Jamais podemos esquecer que o “SABER” não está restrito à pessoas que possuem alto nível social e econômico, o saber está no observar, no experimentar, no ajudar, no conhecer, no tentar, no aprimorar, não estou me referindo tão somente ao saber acadêmico, mas também no saber empírico, o saber que surge da experiência humana e se aprimora e evoluí com o tempo. Em minha concepção não existe avanço educacional se podarmos nossas mentes, ninguém é detentor do saber, todos são capazes de promover novos saberes, sejam eles matemáticos ou não, mas que de fato sejam concretos e que beneficie toda a comunidade social, em que a diversidade cultural seja um discriminante democrático e válido a todos.

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