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EducAção

Por Professor Anderson Oliveira

Currículo escolar

30 de agosto de 2019

As teorias de currículo, embora inúmeras, sugerem sempre algo de novo para acrescentar às ferramentas da pedagogia, e, sobretudo, auxiliam na construção da personalidade, na subjetividade, na capacidade crítica e intelectual, assim como no aspecto cidadão do aluno. Por esse motivo, apresento abaixo um quadro sintetizado de algumas teorias do currículo, tendo como referência o livro “Documentos de Identidades”, de Tomaz Tadeu.

Campos de Análise

Teorias Tradicionais

Ensino; aprendizagem; avaliação; metodologia; didática; organização; planejamento; eficiência; objetivos.

Teorias Críticas

Ideologia; reprodução cultural e social; poder; classe social; capitalismo; relações sociais de produção; conscientização; emancipação e libertação; currículo oculto; resistência.

Teorias Pós-Críticas

Identidade; alteridade; diferença; subjetividade; significação e discurso; saber e poder; representação; cultura; gênero, raça, etnia e sexualidade; multiculturalismo.

E depois...

O currículo assume significados muito mais profundo que os lhe incumbidos pelas teorias tradicionais. O currículo é um lugar, um espaço. Assim como, o currículo também é uma relação de poder. É uma viagem, é autobiográfico, o curriculum vitae, que se forja pela identidade. O currículo é um texto, um discurso, uma teoria, um documento. O currículo é um documento de identidade.

 
Quadro 1 – Síntese das principais características das Teorias do Currículo segundo Tomaz Tadeu da Silva em seu livro “Documentos de Identidade”

O currículo é, dessa forma, claramente um território em disputa, segundo a obra de Tomaz Tadeu da Silva, as diferentes teorias acrescem diferentes valores, princípios, e, principalmente, diferentes diretrizes sobre o que é realmente fundamental na elaboração de um currículo. Dessa forma, as teorias, sejam elas tradicionais, críticas ou pós-criticas, revelam a amplitude do campo da análise curricular, de modo que, ao mesmo tempo em cada uma tem algo a acrescentar na formação curricular, e, consequentemente, na do aluno, também demonstram como essa mesma amplitude forma um verdadeiro território a ser disputado pelas mais diferentes teorizações, ideais, propósitos, e, essencialmente, pelo tipo de formação que fornece.

Por professor Anderson Oliveira

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