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Vacina contra a meningite será disponibilizada somente na unidade de saúde da Gabriel de Lara

09 de março de 2019

Mudança ocorre a partir de segunda-feira, 11, em função da falta de doses em todo o Estado

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Casos de meningite têm sido registrados no País e chamado a atenção novamente para a doença. As doses da vacina contra a meningite estão em falta em alguns municípios e, no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirmou que está pleiteando junto ao Ministério da Saúde o aumento do estoque. Em virtude disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá terá doses contra a meningite somente na unidade de saúde Gabriel de Lara, a partir de segunda-feira, 11.

Até a readequação das doses, a Sesa realiza um remanejamento emergencial dos estoques para as regionais de saúde para evitar, ao máximo, o desabastecimento. “Desde que o novo governo assumiu, foi detectada a falta em alguns locais e acionamos o ministério imediatamente, mas ainda não temos uma posição oficial”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

Segundo informações da Secretaria de Saúde de Paranaguá, a última remessa recebida continha somente 120 doses da vacina meningocócica C conjugada, que previne meningites e outras infecções. Por isso, a dose estará disponível somente na unidade de saúde Gabriel de Lara até que a situação esteja normalizada. A falta desta vacina é registrada desde novembro do ano passado.

“O Ministério da Saúde emitiu uma nota informativa para todos os municípios do Brasil relatando que havia um problema no fornecimento pelo laboratório que produz a vacina”, informou a Secretaria Municipal de Saúde. Houve também uma procura maior, por todas as vacinas, em função de uma lei que exige que, no ato da matrícula escolar, os pais apresentem a carteira de vacinação atualizada. A exigência é válida tanto para escolas públicas, como para particulares. 

SITUAÇÃO NO PARANÁ

A região de Francisco Beltrão, um dos locais onde há falta da vacina, registrou a morte de um adolescente de Pérola do Oeste que estudava em Capanema. O rapaz, de 16 anos, estava desde 1.º de março no Hospital Regional do Sudoeste e morreu no dia 5.

Segundo a Sesa, ainda não é possível saber o tipo de meningite, pois está em análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), mas a regional e o município tomaram as providências para proteger as pessoas que tiveram contato com o rapaz.
O Paraná, assim como outros Estados, está recebendo doses em quantidades insuficientes há mais de um ano. A demanda de meningogócica C conjugada é de 88 mil doses/mês e o ministério envia uma média de 66 mil, portanto, bem abaixo do necessário.

COBERTURA VACINAL

A Sesa informou que, entre as vacinas com menor cobertura até o momento, está a primeira dose da tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, com 53,5%; a dose contra a hepatite A, com 57,1%; e a pentavalente, que protege contra coqueluche, difteria, tétano, meningite e hepatite B, com 59,6%.

As vacinas que fazem parte do calendário oficial são a Meningo C, a Pneumo 10-Valente, a Haemophilus influenza e a BCG, que imuniza contra formas graves de tuberculose com possibilidades de evoluírem para meningite. No caso da meningite do tipo B, a vacina não faz parte do calendário definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, portanto não está disponível na rede pública. 

O Paraná teve 1.601 casos de meningite dos mais variados tipos, com 108 mortes, no ano passado.

PREVENÇÃO

As vacinas podem prevenir algumas formas de meningite. A maior ocorrência da meningite está entre as causadas por vírus (60%), que costuma ser a forma benigna, com boa evolução para cura. Outros 30% são causados por bactérias – existem mais de 200 que podem provocar a doença. Elas ocorrem por complicações de outras doenças ou são transmitidas pelo contato entre pessoas. Os 10% restantes são causados por fungos ou protozoários. 

SINTOMAS

Os principais sintomas da doença são dor de cabeça, rigidez da nuca, febre, convulsão e vômito. Nas crianças abaixo de um ano, observa-se choro persistente e inchaço na moleira. Em alguns casos, o paciente pode também apresentar manchas vermelhas na pele (petequias).
 

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