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Serviço aeromédico reduz em 25% mortes por acidentes de trânsito

08 de agosto de 2018

Desde 2014, o número de atendimentos passou de 10 mil e nenhum paciente veio a óbito dentro de aeronave (Foto: AEN)

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Desde 2014, o número de atendimentos passou de 10 mil e nenhum paciente veio a óbito dentro de aeronave

O serviço aeromédico do Governo do Estado tem sido essencial para diminuir os índices de mortalidade prematura por doenças cardiovasculares e acidentes graves de trânsito. Desde 2014, quando foi reorganizado no Paraná, as mortes por infartos e acidentes caíram 25%. Com o serviço ativo, o tempo de resgate em chamados de urgência e emergência, e também de transporte de pacientes de um hospital a outro, é quatro vezes menor que os feitos por terra. 

“Os atendimentos são muito mais rápidos e isso diminui os riscos de morte e também de sequelas”, garante o diretor do serviço aeromédico, Vinicius Filipack. 

Elisabete de Resende sentiu na pele a diferença quando a filha de apenas dez meses teve uma parada cardíaca em Ponta Grossa e precisou ser transferida às presas para um hospital com mais condições de atendimento em Curitiba. A sorte da pequena seria outra se não houvesse o serviço aeromédico atuante. “Ela saiu do hospital entubada, com poucos batimentos cardíacos, precisava de uma cirurgia urgente. Se fosse por terra não teria dado tempo. Foi um milagre”, lembra a mãe. 

TODO TERRITÓRIO 

Há cinco bases do serviço no Estado: Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, a última inaugurada em março deste ano, que juntas cobrem 100% do território paranaense. De janeiro a junho, 1.344 pacientes foram atendidos por uma das seis aeronaves adaptadas como UTI móvel: são cinco helicópteros e um avião. De 2014 para cá, o número de atendimentos passou de 10 mil e nenhum paciente veio a óbito dentro de uma aeronave. 

A equipe é formada por 10 médicos e cinco enfermeiros em cada base que atuam em regime de plantão. O serviço atende das 7h às 19h. “A aeronave só pode sobrevoar do nascer ao pôr do sol. Depois que o sol se põe o helicóptero tem que estar em solo por questões de segurança”, explicou Filipack.

Cada base opera dentro de um raio de cerca de 250 quilômetros, distância pré-determinada pela central reguladora do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). “Mas, caso a aeronave de Cascavel, por exemplo, esteja em atendimento e haja outra ocorrência na região, deslocamos outra para prestar o socorro”, disse a coordenadora do Samu de Ponta Grossa, Adriana Pacholok. 

Os protocolos de segurança são rígidos. Nenhum paciente é transportado em estado de saúde instável. Quando há mais de uma vítima no mesmo local, é utilizado o método Start para triagem de múltiplos pacientes e uma vítima é transportada de cada vez, priorizando a gravidade da situação. “Nossa missão é salvar vidas. O Samu trabalha com a estrutura interligada entre helicóptero e ambulâncias, não deixamos de atender ninguém.”, destaca o médico plantonista de Ponta Grossa, Dante Mousquer. 

REDE EFICIENTE 

O serviço é eficiente porque tem o suporte de uma rede efetiva de saúde, afirmou Filipack. De acordo com o coordenador-geral, todos os passos são orquestrados. A aeronave só decola quando a vaga no hospital já está garantida e a ambulância se encaminha para o local de pouso. “Isso leva no máximo 12 minutos. O conjunto de recursos é que faz o serviço ser bom” disse. “O Ministério da Saúde já reconheceu o Paraná como referência de serviço eficiente”, destacou. 

Além do atendimento aos pacientes, o serviço aeromédico do Paraná faz também o transporte de órgãos para transplantes. A agilidade no tempo de chegada do órgão ao hospital contribuiu para que o Paraná alcançasse o primeiro lugar nacional no número de transplantes. 

AEN

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