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Ciência e Saúde

Coronavírus: Secretário de Saúde afirma que Hospital Regional está preparado para atender qualquer suspeita

Hospital Regional está na retaguarda para apurar incidência e isolar pacientes, caso necessário

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Tripulantes e navios da China estão sob constante monitoramento nos Portos do Paraná

Na manhã de quarta-feira, 29, em Curitiba, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, concedeu coletiva para informar que o Paraná está vigilante e preparado para enfrentar o Coronavírus, bem como ressaltou que exames clínicos e epidemiológicos descartaram a presença da doença no Estado até o presente momento, com relação a dois casos suspeitos em Curitiba e um em Paranaguá nesta semana. 

Além disso, o gestor frisou que o Hospital Regional do Litoral (HRL) está na retaguarda e em total atenção na questão das suspeitas do Coronavírus no Estado e no litoral, bem como medidas de monitoramento e fiscalização com relação à doença estão sendo adotadas na Portos do Paraná junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Estamos em um momento de divulgação de dados com muita responsabilidade diante de tudo que vem acontecendo na China com relação ao Coronavírus”, explica Beto Preto, destacando que todas as orientações já foram repassadas para a 1.ª Regional de Saúde (1.ª RS), bem como em todas as regionais do Paraná. 

“Os Portos de Paranaguá e Antonina, bem como terminal de Pontal do Paraná e aeroportos, estão sob vigilância da Anvisa, a qual tem todo um protocolo para seguir, ninguém desembarca sem que seja emitida uma declaração de saúde por parte do comandante de cada embarcação”, explica o secretário de Saúde, Beto Preto.

De acordo com o gestor, outro ponto são os trabalhadores, entre eles marinheiros, advindos da China e outros países, que prestam serviços pelo Porto que circulam em Paranaguá e litoral. “Todo esse cuidado será estendido a eles. Se houver a necessidade de alguns trabalhadores que estão retornando ou que virão trabalhar nessas instalações, obviamente vão passar por um período de observação e talvez até isolamento em sua chegada, tudo em nome de manter o ambiente sanitário a salvo”, explica.

“A lógica do isolamento é de observação. Nenhum trabalho será cerceado posteriormente. Os chineses e a China são uma nação amiga com a qual o Brasil faz comércio e dialoga diariamente. Precisamos manter esta política de boa vizinhança dentro das normas sanitárias”, diz Preto. “Todos os resíduos das embarcações são separados e imediatamente encaminhadas para um aterro sanitário contratado pelo Estado do Paraná e que tem uma destinação correta”, completa.

Hospital Regional 

O Hospital Regional do Litoral (HRL) está passando por uma reestruturação na atual gestão, de acordo com o secretário, e está preparado para atender qualquer caso ou suspeita do Coronavírus. “Diminuímos dificuldades, pacificamos o hospital, que está ganhando todos os dias mais condições de trabalho. O HRL conta com infectologistas, leitos disponíveis, vamos colocar alguns leitos na retaguarda, em um primeiro momento ficará em retaguarda direta ao Porto. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsap) também se colocou à disposição para eventualmente ampliar ações, principalmente no campo da observação clínica e eventual isolamento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), principalmente nesta situação que se coloca em Paranaguá”, completa. 

“O Estado do Paraná, seguindo as orientações do Ministério da Saúde (MS), sai na frente e coloca uma estrutura de linha de convergência entre os serviços de saúde dos municípios, do Estado e órgãos federais que aqui atuam, principalmente nas portas de entrada, que são os Portos de Paranaguá e Antonina e os aeroportos”, ressalta o gestor. “Vamos fazer as orientações para todos esses modais de transporte”, explica o secretário.

Suspeita no Porto descartada

“Tivemos uma reunião com a Anvisa e ninguém desembarca sem que seja emitida uma declaração de saúde por parte do comandante de cada embarcação”, explica o secretário de Saúde, Beto Preto (Foto: José Fernando Ogura/AENPR)

 

Com relação à suspeita de um tripulante em navio advindo de Hong Kong no Porto de Paranaguá, o caso foi descartado. “Ele não teve sintomas a não ser um valor alto de temperatura corporal. Ele foi identificado e descartado já da possibilidade de Coronavírus”, detalha. A incidência de Paranaguá foi descartada na segunda-feira, 27, por análise feita pela SESA e Anvisa. 

“O tripulante veio de avião até o aeroporto de São Paulo, lá ele não foi abordado, de São Paulo veio a Curitiba e não tinha se manifestado. Ele chegou a Paranaguá com uma febrícula, não houve uma manifestação efetiva de forma pulmonar ou respiratória. Diante das informações, o comandante do navio tomou a iniciativa de declarar que neste período ele ficou isolado do navio e foi autorizado o seu regresso a terra firme e levado até o hotel onde ficou isolado. Foi uma precaução, não houve notificação por causa disso”, acrescenta Beto Preto. 

“Tudo está dentro dos padrões esperados. A nossa rede hospitalar e a rede de atenção móvel de emergência e urgência, assim como unidades de pronto-atendimento, estão atentas com uma rede robusta e totalmente capaz de atender”, explica Beto Preto. “Estamos preparados, nossas ambulâncias e hospitais têm equipamentos de proteção individual para iniciar os atendimentos, temos a possibilidade da separação de leitos para possível isolamento se assim for necessário”, completa. 

Fiscalização 

O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, explicou que os Portos de Paranaguá e Antonina, bem como todos os aeroportos do Paraná, estão em constante monitoramento. “Estamos com um trabalho efetivo conjunto entre Estado, municípios e União. Temos uma transversalidade adotada pelo Governo do Estado em que todas as secretarias estão atuando de forma conjunta. Temos um comércio muito intenso entre o Brasil e a China e outros países, o Brasil é um exportador grande de commodities, com circulação alta de navios e aviões pelo mundo inteiro. Não é só a questão de chineses virem ao Brasil, brasileiros circulam também por todos os países, entre eles a China”, explica.

“Somos um grande exportador de produtos para a China, que tem um imenso contingente populacional, que é consumidor dos nossos produtos, alavancando nossa economia e gerando empregos no Brasil. Estamos prontos para tomar medida mais emergencial, o governo está muito preocupado com isso e tem condições, se for necessário, de decretar Estado de Emergência para resolver este problema. A questão de saúde pública é importante, mas a comercial também, tanto para o Brasil como para a China”, detalha.

Como agir em caso de suspeita

De acordo com o secretário da Saúde, na suspeita da doença, um protocolo é adotado para atendimento, algo orientado pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). “Este protocolo fala da passagem das pessoas na China juntamente com sintomas e sinais relacionados às viroses, principalmente no âmbito respiratório, entre eles febre, dificuldade para respirar, aumento de movimentos respiratórios por minuto, desconforto torácico, e uma passagem pela China nos últimos 15 dias, isso levanta a suspeita do Coronavírus, mas não quer dizer que seja a doença, inclusive porque o vírus é novo e ninguém sabe do tamanho e da virulência dele fora do ambiente da China e da cidade de Wuhan”, explica, ressaltando a localidade onde surgiu o Coronavírus e onde se concentram os casos da doença e mortes advindas dele. 

O gestor explica ainda que em qualquer caso suspeito do Coronavírus o procedimento é notificar a SESA e o MS. “Quem não esteve na China pode ter uma virose, uma Influenza, um quadro respiratório viral ou bacteriano, tudo pode acontecer, mas com relação ao Coronavírus há este pressuposto que ele deve ter passado pela China nos últimos 15 dias ou entrado em contato com quem passou. O histórico do processo é importante”, acrescenta Beto Preto. 

“É feito um exame de exclusão, não existe a coinfecção do Coronavírus com o Influenza, se parte deste pressuposto, pois em 99,99% das vezes não existe. Se você diagnostica Influenza, não será confirmado depois pela Fiocruz o Coronavírus. Se parte do pressuposto que o exame feito pelo Laboratório Central (Lacen) é feito pela exclusão. A contraprova é mandada à Fiocruz que também faz exames de biologia molecular especificamente para o Coronavírus”, afirma o secretário da Saúde. 

Confira a coletiva em vídeo na íntegra:

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