Logotipo

Campanha precisa vacinar 34 mil crianças contra sarampo e pólio no Paraná

11 de setembro de 2018

A estimativa é que 581.300 crianças entre 12 meses e 4 anos precisam ser vacinadas no Estado.

Compartilhe

Faltando apenas quatro dias para o encerramento da campanha nacional de vacinação contra poliomielite (paralisia infantil) e sarampo, 33.837 crianças paranaenses ainda não foram levadas aos postos de saúde para tomar as vacinas, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde, até a manhã de segunda-feira, 10.

A estimativa é que 581.300 crianças entre 12 meses e 4 anos precisam ser vacinadas no Estado. A maior parte do público-alvo ainda não vacinado reside nos municípios da 2.ª Regional de Saúde, que abrange a capital e os 28 municípios da Região Metropolitana. Até segunda-feira, 10, a cobertura vacinal na regional era de 85,7% no caso da vacina contra pólio, e 84,1% da de sarampo. Na região, 29 mil crianças ainda precisam ser vacinadas.

Os municípios do Litoral também estão com baixa cobertura vacinal, de apenas 80,4%. Em Paranaguá, município com pior desempenho até agora, apenas 66,7% das crianças foram vacinadas contra a pólio e 66,6 % contra o sarampo. A meta nacional estabelecida pelo Ministério da Saúde prevê imunizar ao menos 95% de todas as crianças com idade entre 12 meses e 4 anos, mesmo as que já foram vacinadas anteriormente.

O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, ressalta que os pais que ainda não levaram seus filhos para tomar vacina precisam buscar os postos de vacinação até a sexta-feira, 14, data de encerramento da campanha nacional.

Nardi lembra que não vacinar é deixar as crianças desprotegidas contra o sarampo e a pólio. “Os vírus que causam a pólio e o sarampo, doenças graves e que matam, estão circulando e podem voltar a fazer vítimas no Paraná a qualquer momento. Nenhum pai ou mãe quer ver seu filho doente, por isso, reitero: vacinem seus filhos”, diz o secretário.

 

Para Nardi, a falta de informação, difusão de boatos e a falsa sensação de segurança sobre o baixo risco de contaminação têm feito muitos pais adiarem ou mesmo desistirem de vacinar os filhos. “O Brasil conquistou ao longo dos anos uma posição de destaque no cenário mundial em termos de imunização através de vacina, mas isso está em risco por conta da baixa procura. Isso precisa ser revertido o mais rápido possível”, alerta o secretário.

 

66% DAS CRIANÇAS FORAM VACINADAS EM PARANAGUÁ

Vigente desde o dia 6 de agosto em todo o Brasil, após baixa adesão por parte da população, o Ministério da Saúde prorrogou até o dia 14 de setembro a campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo das crianças de 1 ano até 4 anos, 11 meses e 29 dias. De agosto para cá, os índices de vacinação em Paranaguá aumentaram, no entanto, até a segunda-feira, 10, não alcançaram a meta fixada pelo Poder Público de vacinar 95% do público-alvo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção (Semsap), cerca de 66% do público-alvo da campanha foi vacinado contra a pólio e o sarampo no município.

Segundo o município, contra a pólio foram aplicadas 5.940 doses para uma população de 8.893 crianças, tendo cobertura de 66,79% do público-alvo. Já com relação à vacinação contra o sarampo, foram aplicadas 5.929 doses para uma população de 8.893 crianças, tendo cobertura de 66,67% do público-alvo.

O índice ainda preocupa e fez com que o município realizasse uma força-tarefa nos postos de saúde para que pais e responsáveis vacinem as crianças que estão na faixa etária da campanha. "Todas as unidades de saúde estarão com vacinação disponível durante o dia. Além disso, temos unidades abertas com horário estendido das 18h às 23h, que são os espaços públicos de saúde da Serraria do Rocha, Gabriel de Lara, Valadares, Alexandra, Jardim Iguaçu, Vila Garcia e Divineia", explica a Semsap.

Segundo a superintendente de Gestão em Saúde da Semsap, Lígia Regina Campos, que está respondendo interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde e Prevenção, o objetivo é conscientizar toda a sociedade sobre a importância da vacinação. “Esperamos que os pais e responsáveis percebam a importância desse ato e levem as crianças de um a quatro anos para se imunizarem. A vacina previne que novos casos ocorram como acontecia no passado quando houve muitas vítimas fatais ou com graves sequelas em decorrência dessas duas doenças”, afirma a superintendente.

Colunistas