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Corrente solidária: voluntários ajudam a organizar e enviar doações para Guaraqueçaba

08 de janeiro de 2019

Chuva causou estragos e desalojou famílias no município litorâneo

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Diversas doações chegam para ajudar as famílias que ficaram desalojadas em Guaraqueçaba devido às fortes chuvas ocorridas no sábado, 5. Além dos moradores que se prontificaram a comprar mantimentos e pegar alguns produtos de suas casas para colaborar, muitos voluntários arregaçaram as mangas para ajudar na organização e separação dos donativos.

Já no domingo, 6, na Rua da Praia, muitos moradores e autoridades municipais de Paranaguá, se reuniram para formar uma corrente solidária e, desta forma, encher uma embarcação com itens de primeira necessidade que partiu para o município litorâneo atingido. São pessoas que passavam pelo local no centro da cidade e se solidarizaram com a causa.

Moradores formaram uma corrente do bem na Rua da Praia no domingo, 6

PATRULHA MIRIM

Na segunda-feira, 7, a ajuda de voluntários continuou no Ginásio de Esportes Joaquim Tramujas, com a presença de crianças, adolescentes e adultos do Projeto Patrulha Mirim Social e Ambiental, que tem a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do 9.º Batalhão de Polícia Militar.

“Quando soube que haveria essa participação da Patrulha Mirim, não pude deixar de participar”, afirmou a integrante da Patrulha Mirim, Cláudia Bisson

Esta foi a primeira vez que os integrantes do projeto puderam participar de uma arrecadação como esta em um ano e quatro meses da iniciativa. A estagiária na rede municipal de Educação, Cláudia Bisson, contou como foi participar de uma ação como esta, na qual sabe que está colaborando de forma efetiva com as comunidades afetadas em Guaraqueçaba.

“É muito prazeroso, a gente se diverte também ajudando o próximo. Quando soube que haveria essa participação da Patrulha Mirim, não pude deixar de participar e trazer meu filho também”, relatou Cláudia.

Assim que os itens chegam, os voluntários separam por categorias e, quando são artigos de vestuário, entre feminino e masculino. “Separamos os casacos, as roupas infantis, os sapatos e os mantimentos, para quando for levado estar tudo organizado”, explicou Cláudia.

População de Paranaguá não mediu esforços para ajudar a cidade vizinha

E as doações não pararam de chegar. “De manhã estava mais calmo, mas no período da tarde, não parou de chegar. O que mais recebemos foram roupas e sapatos, mas nós precisamos de roupa de cama, pois vimos que não vieram muitas”, disse a voluntária.

As crianças do projeto também estavam bastante satisfeitas em participar como voluntários de uma ação tão importante. Kimberly Natália Saldanha Zella Siqueira, de 12 anos, e Paulo Henrique Oliveira do Nascimento Moura, de 13 anos, deixaram suas casas nas férias para serem voluntários.

“É um trabalho muito gratificante, é legar saber que estamos sendo úteis. Estamos em férias, sem nada para fazer em casa, então é muito bom poder ajudar. A gente aprende também sobre união, companheirismo, sabemos que juntos conseguimos fazer mais pelo próximo”, relataram.

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