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Rio Branco, o campeão

08 de janeiro de 2020

No dia 29 de novembro de 1914, domingo, quatro dias após a tensa reunião de reestruturação, o Rio Branco enfrentou o Paranaguá no campo da Praça Pires Pardinho. Como de costume, foi um espetáculo sensacional, com a participação de mais de 1000 pessoas aplaudindo e gritando a cada lance. Antes da partida principal, os 2.° times se enfrentaram em um jogo disputadíssimo, terminando em 1 a 1.  Para alegria da multidão, às 16 horas da tarde, sob “estrepitosa salva de palmas”, os primeiros times entraram em campo. O Paranaguá começou dominando, mas o “partido vermelho” virou o jogo e – depois de uma rebatida do goleiro – Caldeiras fez o primeiro gol do Rio Branco. Mais dois foram marcados pelo futuro Leão da Estradinha, porém, acabaram anulados pelo juiz. Segundo o jornal local, um dos gols não deveria ser invalidado e o “referee” agiu erradamente apenas porque os jogadores do Paranaguá gritaram (o que evidencia uma tensão em campo). O artigo afirmava que o Rio Branco era sem dúvida o campeão “paranaguense” do futebol local em 1914.  

Para fechar o ano com chave de ouro, no dia 6 de dezembro, o campeão Rio Branco realizou uma grande festa na Praça Pires Pardinho. Além da corrida de 100 metros, da corrida negativa de 10 metros para moças e da corrida de ovos por 25 metros, houve uma partida contra o primeiro time do Internacional. Não encontrei a descrição do jogo, mas sabemos que no Jardim Chavantes (onde está o busto do Professor Cleto) o Rio Branco ofereceu um “Five ó Clok téa” ao time visitante. Ao som da banda da Escola de Aprendizes de Marinheiros, o evento contou com a presença de várias famílias e cavalheiros.

Por Alexandre Camargo de Sant’Ana

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