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Futebol e Água

Paranaguá crescia aceleradamente lá para os lados do antigo Porto dos Gatos e na área portuária também surgiram times e campos de futebol.

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No início de 1914, o Brazil renovou sua diretoria. A posse ocorreu no dia 06 de janeiro, na sede provisória situada à Rua “Pecego Junior, nos baixos do sobrado n. 59”. Iniciado às 13hs, o evento contou com a participação de sócios e de convidados – a notícia foi publicada até em jornal de Curitiba.

Paranaguá crescia aceleradamente lá para os lados do antigo Porto dos Gatos e na área portuária também surgiram times e campos de futebol. Alguns dias após enfrentar o América, o Rio Branco jogou na longínqua região do Porto Dom Pedro II, no “ground” do Portense, localizado na­ Vila Junqueira – tão distante da Cidade Velha que os jogadores do Rio Branco decidiram não ir caminhando. Eles tiveram um dia cheio e tomaram o bonde especial das 13 horas para enfrentarem o Portense, formado por Benedicto, Orlando, Estevão, Alberto, José, Antonio, Alcides, Hermogenes, Raul, Pedro e João; além de Innis, Manoel e Ildefonso como reservas. Naquele sábado, 10 de janeiro, entrou em campo o “2º team” do Rio Branco: Waldemar, Perusin, Lima, Luiz, Cezario (cap), Elbazon, Manoel, Carlito, Santos, Ferreira, Luello. No banco de reservas estavam Mancelito, Balust e Balech. O Rio Branco venceu por um a zero, mas não teve tempo de descansar. Ainda no campo do Portense, alguns jogadores do clube realizaram um disputado treino com o Brazil até 17 horas; 30 minutos depois, o Rio Branco treinava com o Operário na Praça Pires Pardinho.

O Campo Grande também passava por transformações importantes: as obras de instalação do chafariz de ferro – importado da França especialmente para a inauguração da água potável encanada – movimentavam ainda mais o logradouro. Depois da inauguração, a bela fonte de água límpida e o futebol continuaram atraindo a população.

Por Alexandre Camargo de Sant’Ana

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