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Carnaval

Iara Zamboni: pronta para o 31.º desfile como porta-bandeira

Após três décadas, emoção é a mesma de quando ela estreou

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Iara Zamboni estreou como porta-bandeira em 1989 pela extinta Águias de Ouro. Naquele ano, o desfile aconteceu na Avenida José Lobo reunindo nove escolas de samba.

As memórias dos antigos carnavais ainda estão presentes em sua vida porque Iara é tida como uma das personalidades do samba parnanguara. Ela participa dos desfiles das escolas de samba  desde 1980.

“Em 1989, eu me rendi à paixão que trazia desde a infância, e realizei meu sonho estreando como porta-bandeira”, recorda. Mas para chegar até lá, Iara se espelhou em várias portas-bandeiras mais velhas e foi olhando que ela aprendeu e logo na estreia conquistou 9,5.

“Até 1994, eu desfilei pela Águias de Ouro e, em 1995, mesmo grávida fui para avenida, porque o amor pelo Carnaval sempre fala mais alto. Em 96, 98 e 99, defendi a Ponta do Caju. No ano 2000, desfilei na Mocidade Unida do Jardim Santa Rosa onde permaneci até 2003. De 2004 a 2008, fui porta-bandeira da São Vicente. Depois voltei para a Ponta do Caju e subimos do acesso para o especial e desde 2016 defendo o pavilhão da União da Ilha”, recorda.

As mudanças de agremiações refletem nos convites recebidos. Iara sempre foi muito solicitada por diversos motivos. Pela postura e desenvoltura que assume dentro de sua função e pelas boas notas obtidas. 

“Para mim não existe um desfile marcante porque todos são como se fossem o primeiro, a emoção é sempre a mesma. O que muda é a técnica que evoluiu muito nos últimos anos. Hoje os casais de mestre-sala e porta-bandeira fazem uma boa apresentação. Antigamente não era assim, então podemos destacar que houve uma melhora neste sentido”, explica.

Ela também destaca que a porta-bandeira em seu bailar tem características próprias que são movimentos giratórios em torno de seu próprio eixo. “Sempre no sentido horário e anti-horário, segurando o mastro de seu pavilhão apenas com o dedo mínimo, perpendicularmente ao solo”, explanou.

Histórias de Carnaval

Iara destaca inúmeros fatos inusitados que jamais serão esquecidos. “Em 1993 cortei o pé durante o desfile, mas na hora da apresentação não senti absolutamente nada. Somente no final do desfile que vi meu pé totalmente ensanguentado e acabei indo parar no pronto-socorro”.

“Em 1996 pela Ponta do Caju, não fui tirar a medida para a confecção da saia. No dia do desfile, ao provar vi que ficou muito comprida e antes da escola entrar na avenida percebi que não tinha condições de fazer evolução. O Tino que na época era carnavalesco do Acadêmicos me socorreu. São histórias inesquecíveis”.

“Em 2001 pela Santa Rosa, na pressa da escola entrar para o desfile coloquei a bandeira de cabeça para baixo no mastro sem perceber e desfilei assim mesmo. Mas esta história teve um final feliz, pois mesmo assim tirei 10”.                    

         

Carnaval 2020

Desde 2016 Iara vem defendendo o pavilhão da União da Ilha dos Valadares. Para o desfile 2020 Iara antecipa que muitas novidades serão apresentadas, uma delas será em seu vestido que sempre ganha destaque. “O Carnaval é feito de surpresas por isso não podemos antecipar. Apesar de estar indo para o 31.º desfile, a emoção ainda é a mesma da estreia em 1989. Assim como na apuração quando ficamos no aguardo pela nota. É uma emoção que não conseguimos explicar”, finaliza.

A união da Ilha este ano vem com dois casais de mestre-sala e porta-bandeira: Iara e Ivan (oficial) e os irmãos Thamizia e Taymison Santos.

 

 

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