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História do Barão do Serro Azul é contada em Paranaguá

29 de julho de 2017

Apresentação retratou episódio único da história paranaense

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Na semana comemorativa ao aniversário de Paranaguá, a população teve a oportunidade de conhecer um pouco da história de um dos seus filhos mais ilustres: O Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia). O espetáculo teatral “KM 65” foi apresentado para uma plateia composta de mais de 300 pessoas no Teatro Municipal Rachel Costa.

No elenco Vilson Kurz, interpretando o Barão, e Junior Mandukchi, como Dr. Leocádio. A direção e o texto são assinados por Carla Rodrigues, a qual se inspirou ao ler trechos da história paranaense. A peça retratou como o Barão defendeu Curitiba, em 1894, na época da Revolução Federalista, impedindo que a capital fosse saqueada.

Todo espetáculo se passou em um vagão de trem onde Dr. Leocádio e o Barão dialogaram buscando encontrar as causas da injusta perseguição sofrida. “O Barão foi acusado de trair a Pátria, ao proteger revoltosos do Rio Grande do Sul, com dinheiro arrecadado junto aos comerciantes, concedendo um empréstimo de guerra e agindo contrário ao governo de Marechal Floriano Peixoto”, explicou a diretora.

Para os professores de história presentes no espetáculo, a apresentação ensinou de forma prática um episódio da história paranaense que ainda não acabou. “Sempre estamos ouvindo falar, ou vemos telas pintadas sobre o fato e quando descemos a serra temos explicação sobre o famoso km 65, onde o Barão foi fuzilado”, explicou a professora Maria Cardoso Soares, a qual leciona História.

 


Ator Vilson Kurz interpretou o Barão do Serro Azul

 

O diretor do Teatro Rachel Costa, Tino Zella, ressaltou que foi extremamente válida a participação dos estudantes. “Tivemos a participação dos Colégios Arthur Miranda Ramos e Maria de Lourdes Morozowski, vindos acompanhados de seus professores, além dos alunos da oficina de Teatro da Secultur e estudantes de outros estabelecimentos e a comunidade em geral, que deixou o teatro mais enriquecida de conhecimentos”, destacou.  

 

HISTÓRIA

A peça retrata como o Barão defendeu Curitiba, em 1894, quando da Revolução Federalista, impedindo que a capital fosse saqueada e que mortes ocorressem. Foi acusado de trair a Pátria, ao patrocinar revoltosos do Rio Grande do Sul, com dinheiro arrecadado junto aos comerciantes, concedendo um empréstimo de guerra e agindo contrário ao governo de Marechal Floriano Peixoto.

Segundo relatos históricos, antes de chegar ao julgamento que seria submetido, no Rio de Janeiro, o Barão do Serro Azul foi morto a tiros, no km 65 da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, por ordem do general Ewerton Quadros.

Para corrigir a injustiça sofrida no passado, em 2008 a Lei n.º 11.863 tornou o Barão do Serro Azul o primeiro herói paranaense. Seu nome faz parte do Livro de Aço dos Heróis da Pátria, depositado no Salão Principal do Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.


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