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06 de fevereiro de 2019

A ‘adultização de crianças’ e o prejuízo à infância

O bombardeio de informações que se recebe todos os dias pela mídia e pela internet, através de programas televisivos, celular e redes sociais, tem causado uma grande transformação na sociedade.

Os adultos já não pensam e nem agem como antigamente e têm mais conhecimento sobre tudo o que os cerca. E isso tudo traz benefícios, embora muitas vezes, como relatado por especialistas na área, esse excesso acelera o pensamento, gera incapacidade de gerir emoções, causam insônia e ansiedade. Se para os adultos parece difícil lidar com tantos estímulos visuais e informações (mesmo, muitas vezes, sem se dar conta), imagina para as crianças.

Hoje, elas têm vez e voz, dão opinião, escolhem o que vestir, sabem mais que os pais sobre diversos assuntos, ficam várias horas conectadas, possuem mais amigos virtuais que reais e, tudo isso, pode não estar colaborando com o seu desenvolvimento.

Um dos problemas gerados pela influência de toda essa informação está na chamada “adultização infantil”. Usar roupas e calçados, além de assumir um comportamento de adulto pode parecer inocente para grande parte da sociedade, mas não é. Tal atitude pode trazer graves consequências ao desenvolvimento de meninos e, em especial, de meninas, que deveriam estar mais preocupadas em brincar com os amigos do que com a última coleção de bolsas exposta na vitrine das lojas.

O desenvolvimento emocional não pode ser atropelado por essa avalanche e cabe aos pais refletirem sobre o assunto e observarem seus filhos a fim de orientar e mostrar que cada fase deve ser vivida de forma única, sem atropelos.

Para elucidar o assunto, a Folha do Litoral News traz nesta edição uma reportagem com a psicóloga Adriana Grosse, que mostrou as consequências da “adultização infantil” e deu dicas de como identificar esses excessos na criança, além de ressaltar a importância de uma infância saudável e feliz que todas elas têm por direito.

No entanto, a solução não está em proibir smartphones, calar a vontade das crianças, desligar as TVs e não deixá-las expressar suas opiniões.

O caminho é a conversa, o diálogo sobre o que deve ou não fazer parte do mundo infantil. Educar está longe de ser algo fácil. O tema vale como um alerta a pais, tios e avós que, após lerem a reportagem, podem se lembrar de alguma criança que faz parte de sua vivência. Elas não são “adultos mirins”, elas são crianças e devem viver como tal.

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